O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 20/10/2022

O documentário “Lixo estraordinário”, produzido pela Netflix, reflete sobre os impactos dos resíduos sólidos, dentre eles o “e-lixo”, para o meio ambiente. À vista disso, no contexto do Brasil atual, a produção de detritos eletrônicos é um problema a ser enfrentado, haja vista a falta de destinação correta. Tal conjuntura é reflexo da ausência de medidas estatais e da falta de responsabilidade social.

Nesse sentido, é válido ressaltar a negligência do governo em estabelecer mecanismos para retardar os impactos do descarte incorreto de lixo eletrônico no país. Sob essa óptica, a Constituição federal, em seu artigo 225, estabelece que o Estado deve atuar para assegurar à população um meio ambiente sadio e ecologicamente equilibrado. Todavia, o agravante descaso dessa máxima nacional com o lixo eletrônico produzido atualmente contraria o preceito constitucional supracitado, visto que, para manter o ecossistema saudável é necessário adotar uma destinação correta para os resíduos tecnológicos que são descartados frequentemente sem quaisquer cuidados. Isso posto,é fundamental que a União atue para confrontar tal situação e garantir o bem-estar nacional.

Ademais, a imprudência da população brasileira em relação à postura consumista de eletrônicos amplia os impactos desses produtos para o meio ambiente. Diante disso, segundo o filósofo alemão Hans Jonas, em seu conceito denominado Princípio Responsabilidade, é necessário que o corpo social, ao tomar uma atitude, reflita as influências desta no espaço de convivência coletiva. Dessa forma, o consumo exagerado de produtos tecnológicos reforça os impactos negativos desses resíduos no ambiente,conforme é retratado no documentário “Lixo extaordinário”.

Portanto, o governo federal deve, por meio do redirecionamento de verbas, propor políticas públias de coleta seletiva de resíduos eletrônicos -que funcionará mensalmente em pontos de coletas nas comunidades- a fim de mitigar o descarte incorreto desse lixo no meio ambiente. Além disso, esse órgão precisa desenvolver campanhas nas redes sociais -a exemplo do Instagram e do Facebook- com o intuito de alertar a população sobre os impactos do consumo exgerado de eletrônicos para o ecossistema e, com isso, reduzir a produção do “e-lixo” no país. Assim, a realidade descrita em “lixo extraordinário” poderá ser superada no Brasil