O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 08/11/2022
Zygmunt Bauman defende que “não são as coisas que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas”. Entretanto, não é possível observar uma ação interventiva na questão do lixo eletrônico e seu descarte incorreto, bem como nas consequências disso para o meio ambiente. Nesse contexto, deve-se traçar estratégias a partir da atuação nas causas do problema: silenciamento do assunto e falta de atuação governamental na questão.
Em primeira análise, vale salientar que o debate acerca dos rejeitos eletrônicos é precário, o que escancara o silenciamento de tal problemática. Sob esse viés, de acordo com dados fornecidos pela “Radar Pesquisas”, pelo menos 13% da população brasileira nunca ouviu falar sobre os lixos em questão, sendo que menos de 20% da sociedade sabe sobre o descarte correto desses rejeitos. Nesse cenário, tais fatos se tornam preocupantes, uma vez que, jogando os utensílios considerados lixo eletrônico (eletrodomésticos, pilhas, celulares, etc) em locais inadequados, existe, segundo a Organização Mundial da Saúde, risco grave à saúde humana e ao ambiente, isso porque tais aparelhos emitem gases tóxicos.
Concomitantemente, o filósofo John Locke afirma que o Estado é o principal responsável pelo bem-estar coletivo. Porém, percebe-se que o Estado não atua de forma efetiva na defesa da preservação ambiental e da saúde populacional relacionadas aos impactos dos resíduos eletrônicos. Sobre isso, vale ressaltar que no Filme Wall-E, o planeta foi dominado por lixos e substâncias contaminantes, e por esse motivo os seres humanos necessitam se manter isolados em uma base pré determinada, uma vez que a natureza se encontra destruída. Traçando um paralelo, o governo precisa agir para que o roteiro do filme não se torne real.
Portanto, são necessárias medidas catalisadoras para que se solucione os impactos ambientais e na saúde causados pelo lixo eletrônico. Para tanto, cabe ao Ministério do Meio Ambiente o investimento em mais pontos de descarte desses dejetos, além da divulgação de informações sobre o tema para todas as camadas sociais, isso através da destinação de verbas para tais locais de descarte, e por meio de propagandas, panfletos e aulas em escolas. Isso, a fim de que todos saibam como e onde jogar fora seus utensílios tóxicos, preservando o planeta.