O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 09/11/2022

O documentário Plastic Island retrata uma realidade triste provocada por um problema antrópico: a incapacidade dos países para lidar com o próprio lixo. No Brasil, esse pbroblema se materializa nos lixões, que ainda hoje são destino de 40% dos resíduos sólidos. Paralelamente a essas políticas ineficientes de manejo do lixo, vemos crescer um novo agravante: a quantidade exorbitante de lixo eletrônico produzida nacional e mundialmente. Esse lixo, por sua vez, requer tratamentos específicos criados por meio de políticas institucionais. Além disso, seu descarte incorreto pode causar prejuízos irreversíveis ao ser humano e ao meio ambiente.

Primeiramente, cabe lembrar que a exportação do lixo eletrônico para países mais pobres não é a solução. Essa prática comum aumenta o desequilibrio socioeconômico e, consequentemente, ambiental, ao transferir o problema de um país que teria capacidade tecnológica para lidar com ele corretamente para outro que não a possui, gerando agravantes e novos problemas em um sistema de bola de neve. Pelo contrário, a solução ideal seria desestimular a produção de lixo eletrônico em países que são grandes produtores, com políticas que sejam capazes de frear a obsolescência programada e o consumismo desenfreado.

Em segundo lugar, é necessário ressaltar que o lixo eletrônico precisa ser descartado de forma segura, já que muitas vezes seus componentes podem emitir elementos tóxicos. Temos como exemplo o caso ocorrido em Goiânia em 1987, quando o contato com o Césio-137, uma substância altamente radioativa, impactou a saúde de dezenas de pessoas. A substância estava em um equipamento eletrônico em um lixão, e seu descarte incorreto gerou um problema grave que ultrapassa gerações.

Conclui-se, portanto, que é necessário o equilíbio entre consumo e capacidade de descarte, a ser atingido por meio de leis aplicadas às empresas. Cabe ao Legislativo criair uma lei que transfira às empresas produtoras de tecnologia a responsabilidade por seu descarte, determinando penas reais para o descum-primento dessa obrigatoriedade. Dessa forma, a empresa terá que diminuir a obsolescência programada ou ampliar sua capacidade de manejar o lixo, evitando que o mundo se torne uma versão real do cenário do filme Wall-E.