O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 10/11/2022

Celulares, computadores, televisores e pilhas, esses e todos os objetos que tenham plug de tomada ou usem bateria, quando deixam de ser utilizados, viram lixo eletrônico. Inegavelmente, o descarte de e-lixo é um assunto a ser discutido, principalmente por conta do avanço de novas tecnologias, a constante demanda da população e as consequências do descarte incorreto.

Em primeiro lugar, para entender os impactos desse tipo de resíduo ao meio ambiente, é importante analisar o papel da sociedade. Em virtude da geração consumista que foi criada pela supervalorização dos bens e pelo capitalismo, vivemos no tempo que ter o modelo mais novo de eletrônico se transforma em um aspecto da personalidade do indivíduo. Além disso, essas práticas são estimuladas pelas propagandas de produtos e ampliadas pelo processo de obsolescência programada, em que as empresas produzem os itens com “data de validade”, com a finalidade de fazerem os usuários trocarem para os modelos novos.

Sendo assim, as ações dos seres humanos e das grandes corporações impactam diretamente no número de utensílios comprados e na forma com que são descartados. Segundo uma pesquisa da Green Eletronic, de 2021, o Brasil está em 5° lugar nos maiores produtores de lixo eletrônico, resultando em danos ao nosso ambiente. Como resultado do mal despojo, os metais presentes nos produtos contaminam os rios e o solo. Essas consequências são retratadas pela animação Wall-E, da Pixar, que apresenta um futuro no qual, por conta do mau descarte, a Terra se torna inabitável, e, mesmo em uma sociedade tão tecnológica, os avanços só criaram mais lixo e não ajudaram a mudar os impactos do e-lixo à natureza.

Portanto, para que haja diminuição no descarte incorreto e mudança na atitude da população, as prefeituras, em conjunto com organizações da sociedade civil, devem criar redes e pontos de coletas de lixo eletrônico, além de programas que incentivem a doação. Em conjunto a essas medidas, o Ministério do Meio Ambiente deve revisar a legislação das propagandas de produtos e proibir comerciais que visam estimular a compra e não apresentar os itens. Dessa forma, o futuro apresentado pelo filme seria cada vez mais fictício.