O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 09/04/2023

A série “The Walking Dead” retrata um cenário apocalíptico zumbi, em que um dos grupos sobreviventes fizeram sua morada em um lixão, reaproveitando todos os dejetos descartados. Entretanto, na contemporaneidade, a sociedade vivencia a problemática dos lixos eletrônicos que, ao contrário da ficção, não são reutilizados. Nesse sentido, tal situação deve-se ao sistema econômico vigente e gera consequências consideradas, erroneamente, fúteis ao meio ambiente.

A princípio, é importante entender como o capitalismo promove a perenidade do problema supracitado. De acordo com Karl Marx, sociólogo alemão, o sistema capitalista tem como único objetivo o lucro, por isso, há uma necessidade a todo instante de manter o consumo. Assim, como uma solução, cria-se o modelo conhecido como “obsolescência programada” que planeja uma pequena vida útil aos produtos, para que a população retorne a comprar, de modo a aumentar a produção de lixo eletrônico.

Ademais, é válido compreender que o crescimento desse tipo de detrito provoca danos ao ecossistema que, infelizmente, são dadas como desimportantes. Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, permeia sobre a população uma modernidade líquida caracterizada pelo imediatismo. Logo, tal característica causa uma despreocupação nos indivíduos quanto ao futuro ambiental do planeta, de forma que o exponencial aumento do descarte incorreto e produção de resíduos eletrônicos não sejam encarados como uma séria questão.

Portanto, é imprescindível uma tomada de atitude. Dessa forma, cabe ao Ministério do Meio Ambiente alertar a nação brasileira quanto aos danos ambientais causados pelos rejeitos eletrônicos, por meio de palestras. Tais palestras devem também instruir as pessoas a descartar corretamente os lixos e as ajudar entender o mecanismo da obsolescência programada, para tentar driblá-lo, a fim de diminuir a produção excessiva de lixos eletrônicos.