O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 14/06/2023
No filme “Wall-e”, evidencia-se um contexto de colapso ambiental, de maneira que em detrimento do acúmulo de lixo a vida humana tornou-se insustentável no planeta. Fora da dramaturgia, ampliou-se os impactos acerca dos resíduos eletrônicos, uma vez que a indústria irresponsável instiga o consumo em larga escada. Portanto, faz-se substancial ratificar a colaboração de todo corpo social.
De início, é imperioso salientar que a Constituição Federal de 1988 certifica a competência do poder político em garantir o equilíbrio entre a sociedade e o comércio, todavia carece de execução. Nesse sentido, alicerçada na Revolução Industrial, a obsolescência programada - prazo de durabilidade - instaurou na sociedade contemporânea o acúmulo de lixo tecnológico. Conforme o ativista francês Vitor Hugo, o progresso capitalista gira sobre duas engrenagens, tal que beneficia poucos e sobrecarrega muitos. Assim, é indispensável que as leis sejam obedecidas e a sustentabilidade resulte em uma causa de todos.
Ademais, outro propulsor dessa problemática é a intensa omissão da sociedade em educar, descartar corretamente o lixo e exigir os direitos fundamentais. Nesse aspecto, destacam-se o papel dos pais na formação dos indivíduos e suas responsabilidades com o meio em que vivem. Segundo Talcolt Parsons, as famílias são máquinas que reproduzem comportamentos, de forma que a questão do alto consumo e descaso são passadas culturalmente por gerações. Logo, um obstáculo a ser retificado é a visão limitada de atribuições com o lixo produzido, situação que tem delimitado a contaminação dos lenções freáticos e enchentes.
Perante tudo isso, urge que o governo, juntamente às mídias, crie políticas públicas que busquem solucionar os impactos do lixo eletrônico. Essas devem ser desempenhadas por meio de uma parceria com a Samsung, de modo que sejam disponibilizados centros de coleta com retorno financeiros aos cidadãos, com o intuito de propiciar reciclagem da matéria, mas também é fundamental limitar a manipulação do consumo nas propagandas televisivas, financiando filmes como “Wall-e”. Quiçá, será possível mitigar as consequências hodiernas e futuras.