O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 22/07/2023

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito a saúde, como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado, quando se observa o descarte irregular do lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente, ou seja, a eliminação de pilhas, baterias, celulares, entre diversos outros utensílios, em lugares inadequados, por exemplo, aterros a céu aberto, que potencializa doenças por contaminação de metais pesados, dificultando deste modo a universalização desse direito social tão importante.

Em primeira análise, cerca de 60% dos aterros brasileiros, são organizados de modo incorreto, ou seja, sem que exista uma separação entre lixo orgânico e eletrônico, de acordo com o Instituto de Pesquisa da USP. Desta forma, é perceptível a ausência de medidas governamentais para combater a inadequação do descarte de produtos que contém abundância de metais pesados, que possuem capacidade de penetrar e contaminar o solo, chegando até mesmo em camadas mais profundas, nas quais atinge a água presente nos lençóis freáticos. Além disso, deve-se ressaltar a contaminação de rios e lagos capaz de afetar toda a biodiversidade do local, ocasionando morte da fauna e destruição da flora.

Ademais, é fundamental apontar o nível de toxicidade destes materias, como consequência de diversas doenças na sociedade brasileira, principalmente tumores. Diante de tal asserção, é evidente uma relação diretamente proporcional entre eliminação irreguar do lixo eletrônico com presença de doenças cancerígenas. Logo, é inadmissível que este cenário continue a perdurar.

Compreende-se portanto, a necessidade de combater estes obstáculos, para isso, é imprescindível que o Ministério do Meio Ambiente, orgão responsável pela proteção da natureza, por intermédio de novas infraestruturas, efetue crie ambientes especializados no descarte de lixo eletrônico, isto é, áreas isoladas do solo e com tecnologia necessária para evitar qualquer vazamento de metais pesados, a fim de preservar a biodiversidade e a saúde da população brasileira.