O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 30/08/2023

O filme “Wall-e” retrata a vida de um robô na Terra responsável por limpar o infindável lixo eletrônico deixado pelos humanos, que ocasionou a inabilitação e insalubridade do planeta. Fora das telas do cinema, o Brasil mostra-se próximo da realidade tratada na película pelo consumismo exacerbado e pela falta de informações sobre o descarte correto dos resíduos. Assim, urge a discussão sobre os impactos do lixo eletrônico no meio ambiente.

Sob esse viés, é fato que após a Revolução Técnico-Científica, ocorrida na metade do século XX, os produtos eletrônicos têm o tempo de vida útil cada vez mais curto para alimentar o consumismo da população e gerar mais lucros às empresas. Tal qual citou o filósofo iluminista Adam Smith, o consumo é a única finalidade de toda a produção. Infelizmente, todo este consumo gera resíduos e os impactos no meio ambiente são devastadores. De acordo com o jornal on-line G1, o Brasil produz mais de 2 milhões de toneladas de lixo eletrônico a cada ano.

Além disso, o descarte indevido desses produtos gera ainda mais acúmulo no ambiente. Apesar da lei 12.305 garantir pontos de coleta devidas a esses resíduos, a população acaba jogando o lixo eletrônico em áreas comuns pela falta de informação sobre o destino de descarte dos detritos. Consequentemente, a natureza vigente sofre ainda mais com a poluição.

Portanto, são necessárias soluções para mitigar os problemas citados. Então, com o objetivo de gerar cada vez menos resíduos, o Poder Legislativo - responsável pela produção de leis - deve criar um preceito obrigando as empresas de itens tecnológicos a receber bens antigos de seus clientes, através de pontos de coleta voluntária, e reciclar o que viraria lixo no meio ambiente. Ademais, a mídia - agente que informa a população - tem o dever, por meio de propagandas socioeducativas, de comunicar locais de entrega de resíduos eletrônicos, para que, dessa forma, haja menos detritos e consequentemente menos poluição. Afinal, a realidade de Wall-e não é viável à vida humana.