O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 18/09/2023
Durante a Primeira Revolução Industrial houve grandes avanços tecnológicos ao que diz respeito à produção em larga escala. Diante dessas inovações, o desejo era consumir os mais diversos produtos criados e pouco se preocupava com a geração de lixo e seu descarte. Sendo assim, fica evidente como a negligência estatal e o consumo exacerbado impactaram negativamente o ecossistema.
Sob essa perspectiva, a Constituição Federal de 1988 assegura direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado a todos. Todavia, esse é apenas mais um dos direitos legalizados que, conforme, afirma o jornalista Gilberto Dimenstein,no livro “O cidadão de papel”, figuram tão somente impressos haja visto que o Estado se mostra ineficiente na busca de métodos que auxiliem o crescimento da produção sem causar grandes danos ao meio ambiente, além de não fornecer a empresas alternativas viáveis que possibilite o descarte correto dos lixos produzidos.
Além da negligência estatal, está o consumo incentivado pela mídia. Logo, conforme afirma Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Desse modo, pode-se observar que a mídia, como agente formador de opinião ao exaltar o status de consumo, favorece a consolidação desse impasse, uma vez que para se encaixar no padrão, muitos brasileiros acabam adquirindo produtos para conseguir alcançar essa ascensão social, ocasionando maior acúmulo de lixo posteriormente.
Portanto, fica evidente como a negligência estatal e a mídia contribuem para degradação do meio ambiente. Para isso, cabe ao Estado, por meio de parcerias público privado, a implementação de postos para coletas de lixo a fim de possibilitar, de forma correta, o descarte de resíduos produzidos possibilitando um desenvolvimento sustentável.