O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 31/10/2023
Na animação “Wall-e”, de Andrew Stanton, após poluir a atmosfera com gases tóxicos e entulhar a Terra de lixo, a humanidade precisa abandonar o planeta e viver em uma gigantesca nave. Fora da ficção, no Brasil, o lixo eletrônico traz impactos para o meio ambiente. Isso se deve, sobretudo, à obsolescência programada e a falhas governamentais.
Em primeiro lugar, é importante destacar a limitação da vida útil de aparelhos eletrônicos como fator que contribui o acúmulo de resíduos existente. Alarmantemente, a existência dessa conjuntura é reflexo da Crise de 1929, em que o mercado baseado na produção em série e no consumo, era incentivado com o objetivo de recuperar a economia dos países naquele período. Nesse sentido, os recursos naturais são superexplorados e a taxa de reciclagem é insuficiente. Por conseguinte, o planeta torna-se deteriorado.
Outrossim, é válido salientar o descaso estatal, como agente que corrobora o aglomerado de e-lixo. Neste contexto, fica evidente a ausência de políticas públicas suficientemente efetivas, tais como o investimento em programas de reciclagem, para combater o descarte impróprio de eletrônicos no país. Consoante o art. 225 da Constituição Federal, todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Assim, segundo as ideias do filósofo John Locke, essa circunstância configura-se como uma ruptura do “contrato social”, visto que o Estado não oferece um lugar em equilíbrio ecológico aos cidadãos.
Portanto, é preciso aplacar esse impasse. Logo, urge que o Ministério do Meio Ambiente, como responsável pelo bem-estar ambiental, por meio de verbas governamentais, invista na criação de novos pontos estratégicos de coleta de lixo eletrônico nos municípios, a fim de que a questão ambiental seja resolvida. Ademais, deverá punir as empresas que não realizarem o descarte correto dos dejetos. A partir dessas ações, poderá ser consolidado um país menos poluído e mais sustentável.