O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 31/10/2023

A obra cinematográfica do estúdio Disney, Wall-E, representa o maior dano que pode ser causado pelo descaso na forma de descarte do lixo eletrônico. No filme, o planeta Terra, é encontrado desabitado pelos seres humanos, pois a toxidade dos resíduos presentes os obrigou a abandonar seus lares e partirem ao espaço. Com Wall-E, o robô que reside na Terra, pode-se observar um possível cenário no meio ambiente, caso o E-Lixo continue, de forma alarmante, sendo descartado em grandes quantidades e incorretamente, como observado na realidade brasileira.

A princípio, é necessário analisar os problemas ambientais, causados pelo alto número de descarte eletrônico, que decorre principalmente do modelo econômico capitalista, que motiva o uso e desuso em um curto período de tempo. Além disso, o lixo eletrônico é carregado de materiais tóxicos, e seu descarte prejudica diversas áreas da sociedade, inclusive a saúde humana. A necessidade de reavalia-lo é representada pela Agenda 2030 da ONU, que inclui a importância de modificar ações, em espectro global, a fim de garantir a sustentabilidade.

Diante desse cenário, o modo de vida alienado das consequências do E-lixo é catalisador da problemática, uma vez que seu aumento interfere diretamente o meio ambiente. Sob essa óptica, o princípio da responsabilidade, idealizado pelo filósofo Hans Jonas, defende a importância da ética no presente, para que o sacrifício seja a favor do futuro. Destarte, a negligência governamental perante a falta de políticas públicas conscientizadoras e motivadoras, amplia a banalização do cuidado com o ecossistema, neutralizando a responsabilidade dos humanos perante o ambiente.

Logo, cabe ao Ministério do Meio Ambiente e da Educação o investimento em aulas específicas sobre o descarte do lixo eletrônico, por meio de Planos Nacionais da Educação e de eventos tanto escolares, quanto ao grande público, haja vista a importância do máximo alcance possível, com a ministração de especialistas ambientais e cientistas, a fim de garantir a visão da Agenda 2030 e de romper com o ciclo do E-lixo. Ademais, o Estado deve promover políticas públicas de incentivo à correção do descarte, a exemplos de espaços destinados a tal, com o objetivo de quebrar com os paradigmas vivenciados na obra Wall-E.