O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 27/09/2024
Em 1948, a Organização das Nações Unidas promulgou uma das leis mais relevantes da história recente: a Declaração Universal dos Direitos Humanos, cujo conteúdo garante o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Entretanto, o impacto do lixo eletrônico na natureza impede que as vítimas vivenciem o direito assegurado pelo ONU. Assim, pressupõe-se que se combata a insuficiência de discussão e a negligência governamental.
A princípio, é fulcral atentar para a ausência de debates sobre o e-lixo no Brasil. Nesse sentido, o filósofo Habermas alegava que a linguagem é uma verdadeira forma de ação, ou seja, discutir um problema é um meio de enfrentá-lo.Sob essa lógica, o aumento do impacto do lixo eletrônico no ecossistema é uma pauta silenciada, pois uma grande parte da população brasileira não tem conhecimento do assunto, já que falta debates nas famílias e nas escolas sobre os efeitos nocivos dessa prática, como o câncer e a contaminação do solo. Logo, evidencia-se o silenciamento como um desafio a ser combatido.
Ademais, vale ressaltar a omissão do governo como um dos desafios do imbróglio.Sobre isso, Norberto Bobbio defendia que as autoridades públicas detêm dupla função: não apenas prever direitos no texto da lei mas também assegurar que os cidadãos usufruam desses benefícios na prática.Todavia, a ideologia de Bobbio representa uma utopia no Brasil, sobretudo no que se refere ao descarte de objetos eletrônicos no ambiente, haja vista a insuficiência de verbas públicas destinadas a campanhas publicitárias de conservação da natureza para conscientizar a sociedade e atribuir um maior valor a esta causa.Dessa forma, enquanto a insuficiência estatal for a regra, o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado será exceção.
Portanto, faz-se necessária uma intervenção.Para isso, o Ministério do meio ambiente e as escolas-responsáveis pela transformação social-devem discutir o silenciamento do lixo eletrônico no ecossistema, por meio de projetos sociais, como aulas e palestras.Essa iniciativa, terá a finalidade de solucionar a omissão governamental e de garantir que o conceito defendido pela ONU seja, em breve, realidade no Brasil.