O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 01/11/2024

De acordo com Paul Watson, co-fundador do Greenpeace: “A inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente”. Nesse viés, é notório o intelectuo falho da humanidade, visto a persistência do descarte inadequado de lixo eletrônico e os impactos que a prática reproduz no meio ambiente. Tal problemática está relacionada não só ao desleixo Estatal, mas também à ganância da indústria.

Nesse sentido, é evidente a imcompetência do Governo ao tratar da temática, tendo em vista os dados divulgados pelo INPE (Intituto Nacional de Pesquisas Espaciais), relatam que cerca de 45% da população brasileira ainda tem dúvidas do que constitui lixo eletrônico. Esse entrave contribui significativamente no descarte incorreto dos aparelhos e por conseguinte a contaminação do solo e da água por metais pesados que constituem os aparelhos, os quais são acumulativos e trazem danos à saúde humana. Fica evidente a necessidade de uma educação ambiental mais eficiente, em consonância com o que diz o educador Paulo Freire: “Se a educação sozinha não muda a sociedade, tampouco a sociedade muda sem ela”.

Nota-se, outrossim uma ambição descabida por parte da indústria. Denunciada pelo aumento do fenômeno chamado “obsolência programada”, que consiste em reduzir propositalmente a vida útil dos eletroeletrônicos, sem se preocupar ou prevenir os impactos ambientais. O sociólogo Karl Marx explica o fenômeno por meio da ideia de que: “A desvalorização do mundo humano aumenta em proporção direta com a valorização do mundo das coisas". Assim, é indispensável que a industria se conscientize sobre as implicações de suas atividades.

Destarte, urge o desenvolvimento de medidas para combater os fatos discutidos. Isto posto, cabe ao Estado, responsável por garantir o bem-estar social, intensificar os investimentos financeiros na área da educação ambiental, promovendo por meio de palestras e cartazes, não só nas escolas e ambientes públicos mas também nos pátios indústriais, ações educativas a respeito dos materiais e locais corretos de descarte. Com isto, será possível converter a comunidade brasileira a uma convivência inteligente com o planeta.