O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente

Enviada em 12/05/2025

O lema positivista “Ordem e Progresso”, idealizado pelo filósofo Raimundo Teixeira, descreve a necessidade de avanço coletivo mediante a defesa da ordem. Todavia, a efetivação desse propósito mostra-se distante da realidade hodierna, uma vez que a ausência de estratégias sustentáveis para o gerenciamento de resíduos eletrônicos no Brasil configura um desafio para que haja, de fato, um processo da pátria. A partir disso, faz-se imperioso debater a negligência estatal e a indiferença social como alicerces para esse cenário degradante.

Sob esse viés, é nítido que o desamparo estatal no planejamento de medidas sustentáveis repercute, indubitavelmente, na administração do excesso de resíduos eletrônicos no país. A respeito disso, segundo o filósofo inglês John Locke, os cidadãos cedem sua confiança ao Estado, que, por outro lado, deve garantir os direitos comuns a eles, firmando um “Contrato Social”. Contudo, tal contrato é diariamente rompido, visto que a máquina pública não propõe iniciativas para efetivar a gestão correta dos dejetos tecnológicos, como a adoção de um modelo ambiental capaz que amparar a sustentabilidade nacional. Dessa maneira,fica evidente que enquanto a omissão do Estado se mantiver, o equilíbrio ambiental almejado estará ameaçado.

Ademais, percebe-se que a invisibilidade do gerenciamento de resíduos eletrônicos brasileiro reflete,de maneira inquestionável, na omissão de reconhecimento da sociedade. De acordo com a escritora Djamila Ribeiro, para que se possa atuar com ênfase no combate à determinado revés, deve-se tirá-lo da imperceptibilidade. Tal prerrogativa mostra-se verdadeira, dado que a segregação da temática social referente á estratégias sustentáveis para gerenciar os resíduos eletrônicos impede que haja uma percepção popular satisfatória.

Portanto, infere-se que a negligência estatal e a indiferença social são,de fato, os obstáculos que permeiam essa problemática. Posto isso, cabe ao Ministério do Meio Ambiente a criação de um plano nacional de resíduos eletrônicos, com o intuito de promover a destinação correta e sustentável de cada rejeito e por consequência, o esclarecimento para a população de como é necessário ter um equilíbrio ambiental.