O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 01/11/2019
A Constituição Federal de 1988 - ordem de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro - assegura a todos a segurança e a educação, direito social presente no artigo 6. Conquanto, o mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar impede que esses ideais sejam exercidos tanto por alunos quanto por profissionais das instituições de ensino. Assim, faz-se mister analisar esse impasse na busca de alternativas para mitigá-lo.
Primeiramente, as crueldades cometidas por educandos, tal qual o bullying, é um grande entrave nas escolas, pois roubam a sensação de proteção que pais, professores e discentes deveriam ter em relação aos colégios e a substitui por ansiedade e estresse, o que abala o sistema educacional no país. Conforme o conceito filosófico Banalidade do Mal, criado por Hannah Arendt, muitas pessoas praticam atitudes hostis sem perceber. Já o escritor norte-americano Dale Carnegie, no livro Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, afirma que, se mesmo assassinos não se consideram culpados pelos crimes que cometem, não se deve esperar que outras pessoas se sintam diferentes em relação a seus erros. Dessa maneira, a violência em ambiente educacional evidencia a maldade instaurada nas relações humana.
Em segundo plano, cabe ressaltar as consequências da violência nas escolas. O medo é um importante fator para gerar ansiedade e essa, o estresse. Lecionandos e docentes, então, ficam mais propensos a desenvolver a Síndrome de Burnout, devido ao desgaste físico e emocional proporcionados em ambientes truculentos. Alguns dos sintomas desse distúrbio psíquico são a irritabilidade, a dificuldade de concentração e distúrbios do sono. Assim, isso, além de gerar mais agressividade no ambiente educacional, influencia negativamente a capacidade de professores ministrarem aulas de qualidade e de alunos terem mais facilidade nos estudos, o que reduz o desempenho de ambos na instituição escolar.
Destarte, medidas são necessárias para a resolução do mau comportamento estudantil, afim de promover a segurança na esfera pedagógica tanto para estudantes, quanto educadores. O Ministério da Educação deve não apenas implantar escolas cívico-militares, mas também permitir que alunos façam parte do processo, tal como ocorre em colégios militares, mediante cargos semanais, de “chefes’ e “sub-chefes”, alternados entre os discentes de suas respectivas turmas, com o intuito de os tornar mais responsáveis. Os representantes de turmas deverão notificar aos professores e militares as alterações diárias, como sumiço de materiais escolares, falta de alunos, casos de bullying e de violência presentes em suas devidas classes, de modo denunciar atitudes agressivas nas escolas.