O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 29/10/2019
A violência é hoje uma das principais preocupações da sociedade, independente do seu campo de atuação, seja nas ruas ou no ambiente escolar. Desse modo, contextos sociais e psicológicos são apontados com as principais causas, demonstrando à ineficiência de políticas públicas de combate a desigualdade social e de ações afirmativas para a inclusão social, evidenciando a necessidade de intervenção e combate a toda e qualquer forma de manifestação violenta, seja no âmbito escolar ou fora dele.
Em primeiro momento, faz-se necessário pontuar as formas de manifestações violentas no espaço escolar, dentre elas; a degradação do patrimônio escolar, agressões físicas e verbais, podendo ser exercida sobre um aluno, ou ainda sobre os envolvidos no processo educacional. Assim, é cabível salientar, que de acordo com o Instituto de Pesquisa Nacional de Estudo, em 2015, “50% dos professores haviam presenciado algum tipo de agressão verbal ou física”. Destarte, as consequências podem acarretar em uma série de problemas, como: sequelas físicas e psicológicas, podendo levar a depressão, ou ainda prejudicar no desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem e rendimento escolar.
Outrossim, a associação que a miséria, a exclusão social e as relações familiares desestruturas, tem sido apontadas como maiores impulsionadoras do comportamento agressivo dentro do contexto escolar. De acordo com Colombier et al. (1989 ), “ A violência que as crianças e os adolescentes exercem é antes de tudo, o que o seu meio exerce sobre elas”. Destarte, a violência antes de tudo é exercida na privação dos direitos básicos como: saúde, moradia, alimentação e educação, na estratificação social, na violência doméstica e no preconceito, presentes nas raízes históricas e culturais e que vem sendo praticados desde a colonização brasileira até os dias atuais.
Diante desse cenário, faz-se necessário entender e reconhecer a violência como problema social, e então buscar alternativas para combatê-la. De inicio, a intervenção do poder público, na ampliação de políticas públicas de combate e erradicação a miséria e a desigualdade social. Além disso, projetos interdisciplinares desenvolvidos pela escola, com a participação de toda comunidade escolar, em reuniões periódicas e palestras de conscientização com temáticas sobre, o respeito mútuo, empatia e cidadania. Ademais, atendimento e acompanhamento psicológico familiar, com o objetivo de diagnóstico e tratamento adequado a todos os envolvidos. Dessa forma, será possível mitigar os altos índices registrados e construir uma sociedade mais justa e igualitária.