O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 25/10/2019

O massacre que ocorreu na escola de Suzano, em março de 2019, deixou vários mortos e feridos, um fator que tornar esse crime ainda mais assustador é que os assassinos eram ex-alunos do colégio. Destarte, a atenção para os casos de bullying e violência está ascendente no âmbito escolar. Um outro fator que coopera para esse aumento de atenção é a possível liberação do porte de armas, uma das principais campanhas do atual presidente do Brasil.

Segundo um relatório realizado pela Unicef, 150 milhões de adolescentes sofrem bullying nas escolas, isso pode gerar um ambiente inseguro e cria nas vítimas um sentimento de ódio tanto pela escola, parando até de frequentá-la, como  pelas pessoas. Assim, como na maioria dos casos não há uma punição que de fato mude o comportamento do agressor,  a vítima pode querer fazer justiça com as próprias mãos. Essa sensação de vingança atrelada com o ódio e a mágoa pode originar danos ainda maiores, como o massacre de Suzano, onde foi comprovado que um dos assassinos sofreu bullying.

Com isso, essa mistura de sentimentos se torna ainda mais perigosa no Brasil hodierno, pois o Jair Bolsonaro defende a ideia que o armamento tornará a sociedade mais segura. Se a sua campanha se tornar verídica, haverá uma contribuição para as intimidações e mortes nos colégios, uma vez que as vítimas terão um acesso mais facilitado às armas, já que a fiscalização nunca será totalmente eficaz, mesmo com os critérios de quem deve ou não ter a posse. Porém, uma pesquisa divulgada pelo Ibope, mostra que 73% da população é contra essa ideia, ficando evidente que o povo tem consciência do mal que isso fará para eles mesmo.

Portanto, é explícito que o Estado e o povo devem tomar providências para impedir o crescimento dessas violências. Com isso, é mister que o Ministério da Educação, com verbas governamentais, promova palestras nas escolas informando sobre o bullying e, de forma clara, encorajar os que sofrem com essas perseguições a denunciar, fazendo com que se sinta acolhido e seguro. Ademais, o Ministério da Comunicação pode fazer reuniões com as principais emissoras de televisão, com o intuito de convocar manifestações populares e passivas para lutaram contra o  armamento; isso deve ser escutado e seguido pelo governador do Brasil, visto que se vive em uma democracia, onde a voz do povo tem poder. Somente assim, a violência tanto física como psicológica será cada vez menos percebida nas escolas e, consequentemente, no Brasil e no mundo.