O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 25/10/2019
O conceito de entropia, na Física, mensura o grau de desordem de um sistema termodinâmico. No entanto, fora das ciências da natureza, no que concerne o mau comportamento de estudantes no espaço escolar, percebe-se a configuração de um sistema entrópico, em virtude do caos presente na questão. Com efeito, evidencia-se a necessidade de mitigar as atitudes agressivas nas escolas por meio da identificação das causas e das consequências da persistência de tal quadro.
Em primeiro lugar, vale destacar que, as diversas atitudes violentas de jovens nas escolas possuem raízes no ambiente familiar. Segundo o matemático Pitágoras, para se evitar que um adulto seja castigado é necessário educar as crianças. Nesse sentido, torna-se evidente que os pais tem negligenciado a educação dos filhos ao serem permissivos diante das demandas dos pequenos e omissos na estipulação de regras. Em consequência dessa criação, os alunos acham-se no direito de expressarem suas vontades de maneira agressiva e intolerante nas escolas por não suportarem chateações, manifestando violência verbal e física contra professores e colegas o que, inevitavelmente, requer punições.
Ademais, as consequências da falta de disciplina dos alunos dentro da escola são desanimadoras. É factual, por exemplo, que quando um indivíduo quebra padrões de comportamento a coerção social torna-se inevitável, de acordo com o pensamento do sociólogo Émille Durkheim. Nessa lógica, um aluno indisciplinado poderá sofrer com o isolamento dos colegas de salas, com baixas notas e, além disso, ser reprovado no ano letivo. Logo, tal situação precisa ser combatida para que o desenvolvimento escolar desses jovens não seja comprometido e eles possam se tornar pessoas resilientes diante das dificuldades da vida.
Assim, é mister que as Organizações não Governamentais (ONGs) de Apoio à Família ajudem a combater essa problemática. A instituição pode, por exemplo, formular palestras que auxiliem os pais no que tange a assumir as rédias da educação dos filhos mostrando-lhes, por exemplo, a importância de estipular horários e limites para a realização de atividades. Além disso, as ONGs devem desenvolver projetos infantis lúdicos - por meio de jogos - com vistas a ajudarem os jovens no desenvolvimento do respeito ao próximo e da tolerância. Dessa forma, será possível combater essa anomia escolar e fomentar a pacificação nesse ambiente.