O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 27/10/2019

Frequentemente, os meios de comunicação divulgam casos de agressividade em escolas do Brasil e do mundo. Descobre-se que muitos deles têm origem no mau comportamento, ligado à reiteradas práticas de bullying, as quais catalisam ações violentas que causam danos, físicos ou psicológicos, que vitimam alunos, famílias e educadores. Nesse contexto, é possível supor que os problemas de saúde mental, cognitivos e de aprendizagem ainda são subestimados como causas efetivas de comportamentos agressivos nas escolas.

Nesse sentido, aprimorar uma abordagem educacional capaz de avaliar e direcionar alunos com diferentes níveis cognitivos ensejaria um acompanhamento mais individualizado do educando pelos educadores, o que contrasta com a realidade da superlotação nas escolas. Segundo o Censo Escolar de 2017, a média de alunos por turma do ensino médio era de 30,4, número capaz de diluir a atenção dos educadores para os sinais de problemas comportamentais.

Também seria necessário um maior preparo dos educadores e a melhoria das condições de trabalho, de maneira a capacitá-los para os novos desafios educacionais do mundo digital. Contudo, o que se percebe é uma incompreensível desvalorização desses profissionais, respaldada pelo texto “O sagrado e o profano na missão do professor”, do psicopedagogo Celso Antunes, quando menciona que sem professores, uma sociedade é incapaz de criar médicos, engenheiros ou qualquer profissional qualificado.

Assim, para a manutenção da sociedade, de suas convenções, regras e limites, é preciso não apenas passar a refletir sobre o problema da violência e o mau comportamento escolar, mas reconhecer que o processo educacional precisa ser aprimorado para acompanhar a evolução do mundo. Os profissionais da educação devem ser reconhecidos e incentivados, tanto pelo governo quanto pela própria sociedade, a investir no aperfeiçoamento profissional, com o objetivo de que o sistema educacional forme cidadãos conscientes, saudáveis e livres de traumas.