O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 28/10/2019
“Mais um tijolo no muro”, nos anos 70, com a música “Another brick in the wall”, Pink Floyd explicitou uma situação que, mesmo cinquenta anos depois, não se alterou. O sistema educacional brasileiro é falho por não conseguir ser interessante aos alunos, e essa falta de interesse das crianças e adolescentes refletem no cotidiano do ambiente escolar através da violência.
Nesse sentido, o filme “A onda” retrata um professor, que com o objetivo de ensinar como grandes líderes fascistas conquistaram apoio. Através da experiência do professor, ele passa a exercer controle sobre os alunos, entretanto, o filme se encerra com a morte de um estudante pelas mãos de outro, grande exclusão e intolerância. Essa ideia põe em cheque a alternativa, muitas vezes buscada, de exercer o controle através do autoritarismo, controlando as consequências e não as causas do problema.
Além do exposto, violência em ambiente escolar é um retrata de um país negligenciado pelo seu Estado, professores subvalorizados, jovens que não se interessam pelo ambiente estudantil e não enxergam sua importância, além da violência que possivelmente sofrem fora desse ambiente. A agressividade, o bullying, o desrespeito e a intolerância são muitas vezes a forma encontrada por uma população carente, em diversos outros aspectos, de expressar a hostilidade cotidiana que sofrem.
Assim sendo, com o objetivo de dar solução às causas da agressividade e do mau comportamento dos alunos nas escolas, cabe ao Governo Federal garantir, a príncipio, os direitos básicos das crianças e adolescentes propostos por seu Estatuto, para que se crie uma base saudável à educação, além disso, em parceria com o Ministério da Educação, devem haver mudanças no sistema de ensino brasileiro para que esse seja de interesse dos jovens e, principalmente, que haja, através de palestras com psicólogos e atividades em sala instruções de como lidar com os sentimentos e como procurar ajuda antes que o problema se torne estrutural.