O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 26/10/2019

Segundo o Existencialismo, doutrina filosófica surgida na França, no século XX, a liberdade de escolha é refletida nas condições de existência do ser. Portanto, cabe ao homem ser responsável por suas atitudes. Porém, no Brasil, em pleno século XXI, isso não passa de uma teoria, visto que a questão do mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar ainda está em debate - o que explicita a ausência de Políticas Públicas para a formação plena do cidadão.

No Brasil, indubitavelmente, existe medida do governo para proporcionar condições íntegras aos alunos. Pode-se mencionar, por exemplo, a Constituição Federativa vigente no país, cujo objetivo, dentre outros direitos, é garantir a todo e qualquer cidadão, independentemente de sua natureza, viver de forma justa e coesa, além de promover condições de liberdade de escolha de maneira ética. Isso, de certa forma, demonstra que o Estado já intenta contemplar as ideologias do Existencialismo.

Contudo, medida como essa não capaz de atenuar, verdadeiramente, os desafios da indisciplina escolar, pois, devido à baixa qualidade da educação – que além de possibilitar consequências físicas e psicológicas, pode comprometer planos futuros, o que se observa, na maioria das camadas sociais da nação, são níveis alarmantes de falta de interesse nas aulas e o bullying, motivados, principalmente por aspectos socioeconômicos. Percebe-se, pois, as consequências da fragilidade da educação oferecida à maior parte da sociedade, que não prepara os indivíduos para exercerem, de fato, sua cidadania. A verdade é que, os dilemas da má conduta dos alunos no ambiente escolar não serão atenuados, enquanto o Estado não pautar a educação na responsabilidade de forma que contribua para o convívio em sociedade, afinal “O homem é condenado a ser livre, porque depois de atirado neste mundo torna-se responsável por tudo que faz”, diz o filósofo francês Jean-Paul Sartre.

Depreende-se, pois, que há a necessidade de investimentos no Ensino Básico – o que já é assegurado pela lei de Diretrizes e Bases, n°9.394/96. Para tanto, é plausível que o Estado, por meio do Ministério da Educação, não só contemple os componentes curriculares de Formação Cidadã e Ética, mas também – em parceria com as escolas- desenvolver nas comunidades, palestras e projetos interdisciplinares, a fim de trabalhar temas sobre novas didáticas e as consequências da violência, com a finalidade de não apenas conscientizar, além de instruir e moralizar, e, por consequência atenuar o mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar. Se assim for feito, a maior parcela da nação desfrutará dos princípios existencialistas.