O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 29/10/2019

Os resultados do índice PISA, o qual mede a qualidade da educação de um país, confirmaram o problema enfrentado nesse setor, com o Brasil ocupando um dos piores lugares no ranking. Contudo, o obstáculo não é apenas na qualidade, pois o crescente mau comportamento e agressividade no ambiente escolar, seja pela omissão dos pais, seja pela negligência do governo, também são empecilhos e contribuem para essa realidade. Desse modo, medidas são necessárias para combater esse cenário.

Em primeiro lugar, é preciso analisar o motivo de tal comportamento para encontrar uma solução. De acordo com Zygmunt Bauman e seu conceito de “liquidez”, os avanços tecnológicos causam constantes mudanças nos valores, ou seja, com o passar das gerações os pais deixaram de ensinar aos filhos bons hábitos e respeito, o que gerou a situação caótica e violenta nas escolas. Tal perspectiva pode ser observada nas notícias cotidianas que relatam casos desde agressões físicas à psicológicas dentro das salas de aula.

A questão, porém, está longe de ser solucionada, visto que a negligência governamental é uma máxima. Embora sejam promessas recorrentes nas eleições, a melhora na infraestrutura das instituições de ensino e o aumento do investimento na educação não são cumpridos. Com a finalidade de mudar esse contexto, os estudantes ocuparam as escolas em 2016. No entanto, a ação teve pouco efeito e o reflexo de tal falta de projetos na área é sentido com aumento da hostilidade nas escolas.   Fica claro, portanto, que a problemática é estrutural e precisa ser combatida. Dessa forma, o Ministério da Educação em parceria com as famílias deve promover projetos os quais as insiram no ambiente escolar, por meio de palestras e acompanhamento voluntário, em que os pais passem o dia na escola, a fim de coibir a violência bem como inspirar uma mudança de hábitos positiva. Além disso, a Receita Federal pode conceder incentivos fiscais para as empresas que contribuam financeiramente em obras de infraestrutura nas instituições de ensino próximas aos locais em que operam. Assim, ocorrerá consequências tais qual o aumento da qualidade tanto no PISA quanto no ambiente educacional.