O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 30/10/2019

Segundo as ideias do sociólogo Habermas, a educação é fundamental para o desenvolvimento da sociedade. Nesse sentido, para a eficiente transmissão do aprendizado, é imprescindível que nas escolas a relação entre os professores e os alunos seja completamente harmônica. Em contrapartida, o mau comportamento e a agressividade de estudantes para com os tutores é uma realidade crescente no Brasil. Desse modo, torna-se fundamental analisar os principais impactos desse problema : O comprometimento da segurança dos profissionais responsáveis pelo ensino e da garantia da qualidade do aprendizado.

Em primeiro plano, é lícito postular que o professor deve ter a garantia do direito a segurança em seu local de trabalho para exercer plenamente o seu dever, e a agressividade crescente dos alunos compromete essa defesa da sua integridade. É factual, portanto, que a harmonia no ambiente escolar foi rompida, e é valido afirmar que isso é consequência da falta de valorização dos alunos para com o as matérias escolares, assim como exemplifica o Instituto Lobo, que afirma que 9 em cada 12 alunos estão mais preocupados em tirar notas altas do que com o aprendizado. Ainda sobre isso, é pertinente citar que lugares que apresentam a valorização da educação e do professor como algo enraizado na cultura, como o Japão, mostram os menores índices de violência escolar, assim como apresenta o site Gazeta do Povo.

Ademais, é de suma importância compreender que o mau comportamento dos alunos nas escolas compromete a qualidade do ensino, uma vez que para absorver de forma eficiente o conteúdo é preciso de atenção e dedicação para com as aulas. Desse modo, diversos indivíduos optam por maneiras de fazer as avaliações escolares sem estudar, usando as “colas” e os “chutes”, e muitos adentram o ensino superior sem a devida completude do ensino básico. Uma consequência disso, é o elevado índice de evasão universitária no Brasil, assim como apresenta a Universidade de Campinas, que afirma que uma em cada cinco desistências de curso são decorrentes da falta de compreensão básica.

Dito isso, fica evidente que a harmonia nas escolas entre alunos e professores deve ser preservada. Assim sendo, de acordo com os filósofos iluministas Thomas Hobbes e Immanuel Kant, é dever do estado e de toda a coletividade, respectivamente, garantir a valorização do ensino e do professor, para que dessa maneira a sociedade possa se desenvolver de forma coesa, no contexto do Brasil, objetivando pela segurança do tutor e a qualidade do aprendizado. Isso pode ser feito por meio de campanhas de conscientização em escolas e televisões, orientadas por professores, que utilizem do capital do estado e do apoio de pessoas já conscientes para a  manutenção e divulgação da causa.