O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 30/10/2019

A Lei da Inércia, de Newton, afirma que um corpo tende a permanecer parado até que uma força atue sobre ele. Fora da Física, a realidade brasileira no ambiente escolar, em relação ao mau comportamento e a agressividade crescente dos alunos, apresenta a mesma conotação. Diante dessa perspectiva, esse grave problema persiste, em virtude da formação familiar e de questões políticas.

Em primeiro plano, é preciso atentar para a formação familiar presente na questão. Nesse sentido, o sociólogo Talcott Parsons defende que ’’ a família é a máquina que produz personalidades humanas’’. Sob essa lógica, se o indivíduo cresce inserido em um contexto violento - o que o leva ao comportamento agressivo -, ele tenderá a reproduzir essa formação que teve em casa no local onde passa, na maioria das vezes, a maior parte do dia: a escola. Assim, com o problema dentro da casa da pessoas brasileiras, ocorre a dificuldade do seu extermínio por forças externas.

Outro ponto relevante, nessa temática, são as questões políticas. Conforme o pensamento do filósofo grego Aristóteles, ’’ a política tem a função de preservar o bem-estar do povo’’. Tendo isso em vista, percebe-se uma falha dessa instituição em fornecer atendimento psicológico para os alunos, para que esses profissionais possam identificar a origem da violência e irritabilidade - principais causadoras do mau comportamento -, com a finalidade de mitigar o problema cada vez mais rapidamente. Desse modo, sem esses atendimentos, o bem-estar dos alunos e do corpo docente, no ambiente escolar, é afetado, o que corrobora a persistência da problemática.

Convém, portanto, que, de maneira urgente, medidas sejam tomadas. Logo, o Governo Federal, em parceria com o Conselho Federal de Psicologia, deve desenvolver um projeto que forneça atendimentos psicológicos aos alunos de todas as escolas do país, com o intuito de atenuar possíveis maus comportamentos e agressividade manifestados pelo grupo em questão. Ademais, o Governo Federal, juntamente com o Ministério da Educação, deve, também, promover iniciativas que contemplem palestras, ministradas por sociólogos, em todas as instituições educacionais do Brasil e abertas ao público em geral, para ressaltarem a importância que a formação familiar tem na personalidade manifestadas pelos alunos nas escolas, e, assim, tentar mitigar comportamentos violentos. Dessa forma, a inércia ficará somente na Física, longe da realidade brasileira.