O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 29/10/2019

A Constituição Federal de 1988 garante a todos os indivíduos o bem-estar físico, mental e social. Contudo, isso não é uma realidade brasileira, visto que o índice de violência nas escolas, devido à agressividade dos alunos, é alarmante. Sob esse aspecto, dois fatores não podem ser negligenciados: a influência familiar no comportamento do aluno e a falta de apoio psicológico em escolas. Dessa forma, medidas cujo objetivo sejam otimizar as relações do aluno no ambiente escolar devem ser tomadas.

Em uma primeira análise, vale ressaltar que, de acordo com a filosofia de Kant, o homem é o que a educação faz dele. Sendo assim, o jovem tende a desenvolver um comportamento semelhante ao visto no ambiente familiar, provindo tanto das relações interpessoais quanto ao conteúdo exposto nas mídias. Como forma de alarmar a população sobre os riscos do excesso, a OMS, em 2008, passou a considerar o vício em videogame um problema de saúde mental. A falta de impor limites a conteúdos impróprios podem levar a desastres sociais, como o Massacre de Suzano em 2019, que foi um massacre escolar influenciado pelo excesso de conteúdos violentos acessados pelos atiradores. Esses fatos demonstram que a falta de controle parental sobre os filhos não cooperam para a solução do problema.

Concomitantemente, soma-se ao supracitado que a carência de apoio psicológico agrava a situação. Segundo Sócrates, para entender e se relacionar com alguém é necessário diálogo, entretanto, não percebe-se uma quantidade significativa de escolas que oferecem esse apoio. Ao se entender a causa do comportamento do jovem seria possível evitar uma fatalidade, como abordado na série “13 Reasons Why” em que diferentes situações como bullying, problemas familiares e violência, juntamente com a falta de apoio psicológico profissional, levaram uma garota a cometer suicídio. Situações como essa estão cada vez mais recorrentes no país, podendo ser provado pelas estatísticas do SUS, que mostram que os casos de suicídio subiram 12% em cinco anos no Brasil.

Perante o exposto, é necessário medidas intervencionistas estamentais. Urge que o Ministério das Comunicações limite o livre acesso a sites, tornando obrigatório que se faça um cadastro com CPF em páginas da internet com conteúdos explícitos, para evitar que os menores da faixa etária indicada tenham acesso. Outrossim, o Ministério da Saúde, juntamente com o Ministério da Educação, devem tornar obrigatório a presença de pelo menos um psicólogo nas escolas, que irá oferecer apoio psicológico gratuito, tanto aos alunos quanto aos responsáveis, de forma que os problemas que geram o mau comportamento da criança serão tratados, melhorando, assim, o convívio escolar e familiar.