O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 29/10/2019

No seriado norte-americano “Todo Mundo Odeia o Chris”, é retratado o cotidiano do adolescente Chris, que é agredido diariamente durante as aulas e os professores o tratam mal devido à sua cor. Analogamente, fora da ficção, tem-se o aumento dos estudantes agressivos e mau comportados no ambiente escolar como reflexo de um país não desenvolvido. Isso ocorre devido à fraca estruturação pública, bem como problemas no campo familiar.

Diante desse cenário, tem-se a falta de estrutura no campo educacional como um dos colaboradores para extensão da problemática, já que o Sistema Público não dispões de artifícios capazes de auxiliar e orientar tanto os professores, quanto o corpo discente. Esse fato pode ser comprovado por pesquisas realizadas pela Universidade de São Paulo, as quais afirmam que apenas 17 % dos institutos educacionais possuem psicopedagogos. Desse modo, fica nítido o descaso dos órgãos públicos com os estudantes da rede pública de ensino, haja vista que, por não fomentarem mecanismos suficientes para colaborar para redução de alunos problemáticos, como o auxílio necessário para a descoberta do fator que ocasiona esse comportamento na sala de aula, e instruir o corpo docente a como lidar com esse tipo de situação, acabam colaborando para o aumento do índice de violência verbal e física nos institutos educacionais.

Outrossim, problemas no campo familiar são um dos fatores que propagam a problemática, uma vez que os indivíduos submetidos a situações indesejáveis, como agressão familiar e ausência afetiva, se sentem frustados e desenvolvem um sentimento de revolta interna, o qual ,geralmente, é praticada no ambiente escolar. Essa questão se correlaciona com a assertiva do engajado filósofo em questões sociais, Mario Sérgio Cortela, o qual afirmava que filhos mal criados são frutos da vivência no seu lar. Dessa forma, fica evidente os impactos negativos na construção do indivíduo social de uma lar conturbado, já que o indivíduo pode desenvolver problemas de socialização, psicológicos, como depressão, bipolaridade e crises de ansiedade, e comportamento agressivo na sala de aula.

Portanto, para conseguir reduzir o número de estudantes agressivos no campo escolar, é necessário que o Ministério da Educação, entidade responsável por disseminar conhecimento para sociedade, elabore programas que implementem nos centros educacionais atendimento especializado para os estudantes e professores, como psicopedagogos e psicólogos, bem como abordem por meio de campanhas televisivas os impactos negativos das relações familiares conturbadas na construção do menores. Esses programas serão financiados por meio de parcerias com instituições privadas, com o fito de fornecer auxílio aos estudantes e sensibilizar toda população a cerca do tema.