O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 29/10/2019

As escolas nos moldes atuais surgem no século XII e tinham o intuito de transmitir lições do catecismo. Nessa época começaram a usar carteiras e cadeiras; além disso, houve também a divisão hierárquica de alunos e professor. Entretanto, a humanidade mudou muito desde esse período, porém, o modelo de escola pouco se transformou. Nessa perspectiva, a crescente desvalorização da educação no Brasil e as aulas com moldes milenares, são uns dos motivos que levam alguns alunos a se comportarem de maneira indisciplinar.

Em primeiro plano nota-se um crescente movimento de desvalorização da educação por parte do Estado e da família. Isso é exemplificado por uma pesquisa feita pelo Movimento Todos pela Educação que mostra que 49% dos docentes não recomendam a profissão. Dessa forma, as crianças e adolescentes olham para o ensino com indiferença: fazem bagunça, não prestam atenção e desrespeitam os professores e colegas.

Ademais, vale ressaltar que hoje as crianças e jovens são submetidas a uma gama enorme de informações diariamente. Assim, o molde de escola criado há nove séculos tornou-se desinteressante, logo os alunos começam a apresentar “maus comportamentos” como única maneira de distração. Paralelamente, escolas de primeiro mundo já adotam modelos diferentes que valorizam a criatividade, o autoconhecimento, a mediação  e a liberdade.

Fica evidente, portanto, que o Estado deve intervir diretamente nessa situação. Logo, o Ministério da Educação tem um papel essencial nessa conjuntura, ele precisa, primordialmente, investir mais subsídios nessa área, bem como em campanhas que promovam a valorização da educação, para que as famílias e os jovens olhem para a escola como algo importante. Outrossim, o MEC deve aos poucos reformular o formato de escola, por meio de resoluções que garantam que os professores trabalhem mais a criatividade e a espontaneidade nos alunos, com o intuito de deixar o ambiente mais interessante.