O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 29/10/2019

“A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos”. A frase do filósofo iluminista Montesquieu permite refletir, atualmente, sobre como os casos de violência de alunos no ambiente escolar representa um problema a ser enfrentado de forma mais organizada pela sociedade brasileira. Sob esse aspecto, convém analisar as principais causas e possível medida relacionada a esse triste fenômeno.

A priori, cabe ressaltar que a inação do Estado é um dos principais causadores do problema. Segundo a Constituição da República federativa do Brasil, o Poder Público deve agir de modo que, por meio dele, a segurança seja assegurada a todos os cidadãos. No entanto, é notório que esse preceito encontra-se deturpado, uma vez que, de acordo com o Portal de notícias G1, o Brasil é o primeiro Pais no ranking de agressões nas escolas. Configura-se, portanto, como inaceitável que esse cenário permaneça no território nacional.

Outrossim, consoante ao conceito de “Mortificação do Eu”, do sociólogo Erving Goffman, a influência da coercitividade faz com que o indivíduo deixe de pensar de forma individual e junte-se a uma massa coletiva. De forma análoga, é possível perceber que a violência no ambiente escolar vai ao encontro dessa lógica, tendo em vista que se um indivíduo vive em um cenário em que a agressão aos professores é visto como algo comum, tende a adotar esse comportamento também. Dessa forma, torna-se, urgente a mudança desse pensamento da sociedade para que essa mazela seja erradicada do território nacional.

Destarte, faz-se imprescindível a tomada de providências atenuantes ao entrave abordado. Para tanto, o Governo Federal deve desenvolver projetos educacionais que visem informar a população sobre os danos causados as pessoas vítimas de crueldades físicas ou psicológicas no âmbito escolar, por meio de parceria entre as mídias sociais e o Ministério da Segurança, com divulgação de dados científicos e depoimento de psicólogos. Assim, o Brasil poderá garantir a liberdade e a segurança de seus cidadãos como previsto na Constituição Federal.