O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 29/10/2019
No dia 13 de março, a escola Raul Brasil ficou marcada pelo assassinato de alunos, o que reascendeu a discussão em torno de um dos mais graves problemas da sociedade contemporânea: a violência nas escolas. Com efeito, há de se desconstruir a cultura de hostilidade e a omissão estatal.
Cabe pontuar, em primeiro plano, que a cultura hostil estimula a violência. A esse respeito, a filósofa Hannah Arendt desenvolveu a ideia sobre banalidade do mal, segundo a qual as atitudes cruéis são parte do cotidiano moderno e as relações sociais estão cada vez mais caóticas. Sob essa análise, substancial parcela dos estudantes manifesta na prática a cultura de hostilidade defendida por Arendt, o que evidencia o mau comportamento nas escolas - bullying, depredação do patrimônio, ofensa aos professores.
Outrossim, é válido salientar a negligência estatal como um obstáculo ao sistema educacional. Nesse contexto, o filósofo John Locke - pai do liberalismo político - dissertou sobre o contrato social, no qual os cidadãos cedem sua confiança ao Estado que, em contrapartida, deve assegurar os direitos de todos. Ocorre que o conceito de Locke está distante de ser realidade, haja vista ineficiência estatal em políticas públicas que promova a redução da violência e a segurança de todos. Todavia, enquanto a quebra do contrato social for a regra, a paz no âmbito escolar será a exceção.
Em virtude dos fatos mencionados, medidas devem ser tomadas para desconstruir a cultura de hostilidade e a omissão estatal. Para tal, o Governo Federal aliado ao Ministério da Educação, deve promover cursos de capacitação para os professores, por meio de oficinas, para que estes estejam aptos a desenvolverem debates com os alunos acerca do respeito e da ética, a fim de desconstruir a cultura de hostilidade. Ademais, o Governo Federal deve estabelecer que em escolas com alto índice de violência, tenha agentes de segurança, para que haja seguridade social.