O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 31/10/2019

Como citado por Jean-Jacques Rousseau, em O contrato social, diz o escritor francês marquês d’Argenson: “Cada um é perfeitamente livre naquilo que não prejudica os outros.” Nesta, está o indivíduo e a sociedade, que interagem entre si, para que a liberdade e o respeito, sejam coesos. Contudo, para que tal prática seja coerente, é necessário que não prejudique outros indivíduos, como, o desafio da violência e mau comportamento de alunos no ambiente escolar, visto que, a agressividade crescente dos alunos, causam um conflito de interesses com os profissionais da área da educação, que são submetidos a humilhações e situações vexatórias. Por conseguinte, a falta de consciência social, somada a falta de estrutura assistencial nas escolas, resultam num cenário instigante para a violência.

A liberdade designada por d’Argenson, se faz presente, quando politicas públicas são criadas para, benefícios sociais, tal qual a promoção do bom convívio social, que contribui na estrutura educacional das instituições. Em vista disso, ocorre o estímulo ao respeito a formação do caráter, valores e princípios morais, que direcionará o indivíduo a utilizar os conhecimentos aprendidos de maneira eficaz, para que sejam aplicados em favor da sociedade e de uma realidade melhor para todos.

Embora o governo brasileiro trabalhe a favor das garantias de respeito e convívio social, o Brasil enfrenta sérios problemas nessa complacência. De acordo com dados de uma pesquisa feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), sobre violência em escolas com mais de 100 mil professores, o Brasil lidera o ranking de agressões contra docentes.

Conforme tais estatísticas, as consequências são degradantes para sociedade comum, já que os educadores, contribuintes na formação dos cidadãos, são amedrontados pela violência e afetados, de forma que, é provocada uma sensação de que nenhum esforço vale a pena na construção de relações positivas.

Portanto, a violência nas escolas, põe em risco toda a sociedade e tem efeitos graves, o que gera o insucesso social. De inicio, cabe ao Ministério da Educação, investir na criação de dispositivos de mediação de conflitos ou de ações que estimulem o protagonismo estudantil, a fim de ensinar como gerenciar as diversas situações de forma democrática e justa, além de assembleias frequentes envolvendo pais, alunos e docentes e desenvolvimento de campanhas de conscientização, ao Ministério da justiça cabe, a defesa e promoção dos direitos dos docentes e aplicação de leis de intolerância a violência.