O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 24/11/2020
Na obra ’’ Utopia’’, do escritor inglês Thomas More, é retratado uma sociedade perfeita, caracterizada pela ausência de conflitos e problemas. Entretanto, o que se observa no atual cenário brasileiro é o oposto do que o autor prega, uma vez que a violência tem aumentado de forma exacerbada dentro do ambiente escolar. Dessa forma, é necessário analisar tal quadro, que demanda ações para revertê-lo, intrinsecamente ligado as faltas de informações e participação de uma estruturação familiar na educação dos jovens.
Em primeiro lugar, é importante destacar a ausência dos familiares no processo de construção do caráter moral do adolescente como um dos fatores contribuintes para esse impasse no país, uma vez que, de acordo com um estudo feito pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), cerca de 150 milhões de jovens de 13 à 15 anos já sofreram violência por parte de seus colegas. Desse modo, o jovem vive momentos de procura e autoafirmação, e com a inexistência de um diálogo dentro do ambiente familiar, acaba ocasionando manifestações violentas dentro da sala de aula como agressões físicas e psicológicas.
Ademais, a falta de atenção também é um motivo dos quais as crianças e adolescentes se tornem mais agressivos dentro da classe, pois, muitas vezes, os professores não enxergam as dificuldades psíquicas em que o aluno se encontra. Desse modo, a frase discursada pelo filósofo Mário Sérgio Cortella, no qual declara que ‘‘A escola passou a ser vista como um espaço de salvação” é totalmente contrariada no meio escolar.
Diante o exposto, medidas são necessárias para a erradicação do problema. Com uma postura ativa do Governo em parceria com o MEC ( Ministério da Educação e Cultura), estabelecer a elaboração de palestras dentro da sala de aula, junto com a família e profissionais da área com intuito de debater e conscientizar os alunos pelos danos provocados por esse ato afim de erradicá-las e, dessa maneira, edificar a sociedade sublime como a mostrada na obra de Thomas More.