O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 30/10/2019
O massacre que ocorreu na escola de Suzano, em março de 2019, deixou vários mortos e feridos, um fator que torna esse crime ainda mais assustador é que os assassinos eram ex-alunos do colégio. Destarte, a atenção para os casos de bullying e violência está ascendente no âmbito escolar. Um outro fator que coopera para esse aumento de atenção é a possível liberação do porte de armas, uma das principais campanhas do atual presidente brasileiro, revelando um perigo à população.
Tendo isso em vista, um relatório realizado pela Unicef, mostra que 150 milhões de adolescentes sofrem bullying nas escolas, gerando um ambiente inseguro e criando nas vítimas um sentimento de ódio tanto pela escola, parando até de frequentá-la, quanto pelas pessoas. Assim, como na maioria dos casos não há uma punição que, de fato, mude o comportamento do agressor, a vítima pode querer fazer justiça com as próprias mãos. Essa sensação de vingança, atrelada ao ódio e à mágoa, pode originar danos, como distúrbios mentais, ou até mesmo propiciar crimes, como o de Suzano.
Com isso, essa mistura de sentimentos se torna ainda mais perigosa no Brasil hodierno, pois Jair Bolsonaro defende a ideia que o armamento tornará a sociedade mais segura. Se a sua campanha se torna verídica, haverá uma contribuição para as intimidações e mortes nos colégios, uma vez que as vítimas terão um acesso mais facilitado às armas, já que a fiscalização nunca será totalmente eficaz, mesmo com os critérios de quem deve ou não ter a posse. Porém, uma pesquisa divulgada pelo Ibope, revela que 73% da população é contra essa ideia, ficando evidente que o povo tem consciência do mal que isso fará para eles mesmos.
Portanto, é explicito que o Estado e o povo devem tomar providências para impedir o crescimento dessas violências. Diante disso, é mister que o Ministério da Educação, com o auxílio de verbas governamentais, promova palestras nas escolas, visando informar sobre o bullying e, de forma clara, encorajar os que sofrem com essas perseguições a denunciar, contribuindo para que se sintam seguros e acolhidos.. Ademais, o Ministério da Comunicação, com o mesmo auxílio, pode fazer reuniões com as principais emissoras de televisão, com o intuito de convocar manifestações populares e passivas para lutarem contra o armamento, isso deve ser escutado e seguido pelo governador do Brasil, visto que se vive em uma democracia, aonde a voz do povo tem poder. Somente assim, a violência tanto física quanto psicológica será cada vez menos percebida nas escolas e, consequentemente, no Brasil e no mundo.