O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 30/10/2019
O filme “Meu amigo Dhamer”, retrata a juventude de Jeff Dhamer no qual era tido como um jovem estranho e retraído, logo, o tratamento abusivo de colegas e pais agravou sua mente doentia e o levou a se tornar um dos mais perigosos assassinos em série que já existiu No que tange ao crescente aumento dos desvios de conduta dentro do ambiente escolar, trata-se de um problema de grande complexidade, uma vez que existem fatores psicossociais envolvidos. Destarte, é nítido como a precária estrutura de ensino potencializa esse comportamento. Ademais, a utilização de uma moralização militar dentro das escolas não pode ser tratada como uma solução simples para esse problema.
As escolas sucateadas pelo Estado tendem a produzir jovens mais revoltos e agressivos pela falta de estrutura pedagógica e maus tratos aos professores. Nessa perspectiva, o notório pedagogo Paulo Freire expõe um pensamento bastante social da educação, no seu livro “Pedagogia do Oprimido” ele coloca a educação como a libertação do oprimido, caso não haja essa libertação pode ocorrer um comportamento opressor pelo próprio indivíduo. No entanto, a falta desse esclarecimento pelo desleixo do Estado promove uma rede de opressões que culmina no desvio de comportamento dos alunos em geral. Desse modo, o investimento em estrutura, material e valorização do professor é de extrema importância para se combater esse mal.
Além disso, é equivocado o Estado colocar o poder disciplinar militar como principal solução para o mau comportamento dos jovens. Por esse ângulo, o filósofo Michel Foucault entende que o poder advém de uma construção de discurso - no caso o discurso militar- sendo assim, o poder exercido por essa instituição pode conter vícios e tradicionalismos que não terão resultados melhores para atenuar o problema. Nesse sentido, a utilização de outros meios podem ter mesmo fim e exigir menos custos, tais como câmeras de segurança, aproximação entre família, corpo docente e alunos e melhorias estruturais de ensino.
Dado o exposto, é necessário uma atuação do Ministério da Educação, por intermédio das instituições de ensino do Brasil, na utilização de técnicas de monitoração dos alunos (câmeras, empregados ou até seguranças) e investimentos na área pedagógica e didática. Com isso, parte do Produto interno Bruto deve ser destinado ao investimento em vigilância para promover uma autodisciplina nos alunos e desenvolvimento massivo na parte pedagógica para melhorias no material, salário de funcionários e gestão escolar. Assim, o aluno poderá ter condições de se libertar pela educação e não precisará da intervenção de um discurso militar para moldar os jovens.