O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 30/10/2019

Violência na escola ou escola na violência?

Na contemporaneidade, a violência é uma das grandes preocupações do brasileiro por estar presente em todas as esferas sociais. Desse modo, o mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar são reflexos de políticas ineficazes, tanto no combate à violência, quanto na educação, corroborando no aumento da desigualdade social e insere a violência num ciclo vicioso.

Nesse contexto, destaca-se a educação como força motriz do desenvolvimento social. Com isso, fica notório que o investimento pelo Estado na educação alicerça o progresso nacional e reduz a desigualdade social na população. Entretanto, o aumento da violência no ambiente escolar mostra que a utilização de recursos financeiros são insuficientes e podem ser constatados pelos baixos salários de professores e infraestruturas precárias. Assim, atos violentos e o desinteresse dos alunos são maximizados.

Outrossim, vale lembrar que a violência não está presente apenas na forma física, mas também, na psicológica. Fato esse que pode ser exemplificado no “bullying” ou em episódios de racismo, que por muitas vezes, passam despercebidos pelos professores. Esse modo de violência pode acarretar em problemas individuais, com o isolamento social e distúrbios psicológicos, e em problemas sociais, quando essas práticas produzem represálias como no caso de alunos que entram armados nas escolas e praticam homicídios em massa.

Portanto, são necessárias medidias para mitigar essa problemática. Para tanto, o Governo deve aumentar os salários de profissionais da educação, para que a escola não seja vista simplesmente como método de repassagem de conhecimento, mas também, no aconselhamento de condutas morais e na formação do cidadão como um todo. Além disso, Organização Não Governamentais devem criar eventos, como competições esportivas e palestras que integram pais e alunos. Isso deve ser feito por intermédio dos conselhos tutelares de cada cidade, para que haja a aproximação entre escola e sociedade. Posto isso, ficará evidente para todos que as diferenças são normais e que é preciso respeita-las.