O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 30/10/2019
O poema de Carlos Drummond de Andrade “Tinha uma pedra no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma pedra”, evidencia como a agressividade e o comportamento dos alunos são um obstáculo para o caminho da convivência harmônica no ambiente escolar. Nesse espectro, cabe avaliar os principais fatores que levam os jovens a praticarem o bullyng, o preconceito e até mesmo agressão aos professores dentro das escolas.
É indubitável ressaltar, inicialmente, que o crescimento da agressividade e do mau comportamento dos jovens tem sua gênese no berço familiar, uma vez que a educação social da família possui o poder de modificar atitudes e transformar as vidas de muitos jovens positivamente ou negativamente. Dessa forma, a sociedade brasileira se tornou reflexo da educação péssima e muitas vezes insignificante de milhares de famílias, haja vista que os casos de agressões, massacres e violências continuam crescendo no Brasil e tem relação direta com ausência parental. Nesse sentido, lamentavelmente, é fundamental lembrar o massacre na escola da cidade de Suzano, em São Paulo, em março deste ano, o qual contou com a presença de dois jovens ex-alunos da instituição, que mataram 9 pessoas, simplesmente por não concordarem com a forma de ensino dos professores e com a personalidade dos alunos. Portanto, fica evidente a necessidade do cuidado parental, sobretudo a transmissão de valores positivos por meio do ensino familiar, tais como: respeito às diferenças e amor ao próximo.
Outrossim, é valido lembrar como impulsionador do problema da agressividade e mau comportamento dos jovens no ambiente escolar, o preconceito associado às pessoas diferentes, que saem do padrão estipulado pela sociedade. Por conseguinte, os julgamentos e as agressões múltiplas dos jovens perante a essas pessoas com personalidades diferentes, tornam a esfera estudantil brasileira um câncer social, haja vista que é uma mazela difícil de ser combatida, pois o preconceito está extremamente intrínseco na sociedade. Já dizia o grande cientista do século XX, Albert Einstein: “É mais fácil desintegrar o átomo do que o preconceito”, corroborando com ideia da complexidade de mudar o pensamento dos alunos das escolas brasileiras.
Urge, portanto a necessidade de atuação efetiva do Ministério da Educação, ampliando o contato entre pais, alunos e professores de todas as escolas do Brasil, a respeito do assunto do mau comportamento e agressividade. Sendo assim, é fundamental a reunião de professores e familiares periodicamente, por meio de seminários e visitas as casas, a fim de que mostre aos alunos a importância da educação familiar em conjuntura com a escola no combate ao preconceito, que é o cerne das agressões. Logo, os jovens desenvolverão o bom comportamento e construirão um caminho ‘sem pedras".