O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 31/10/2019
De acordo com dados de uma pesquisa feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre violência em escolas com mais de 100 mil professores, o Brasil lidera o ranking de agressões contra docentes, pelo qual 12,5% dos professores ouvidos já sofreram algum tipo de agressão. Além disso, muitos alunos são sujeitados a algum tipo de anomia, que é a ausência parcial ou total de normas, como afirmava o sociólogo Durkheim, pelo qual são vítimas de constrangimentos físicos, psicológicos e ideológicos. Com isso, é necessário que políticas públicas sejam aplicadas no ambiente escolar, a fim de mitigar tal problema social, para que não perpetue-se causando consequências danosas a sociedade.
Nesse contexto, ocorre com bastante frequência nas salas de aula divergências de alunos contra professores, pois, muitos daqueles, insatisfeitos com o desempenho em provas, trabalhos escolares e advertências, por exemplo, causam atos violentos inaceitáveis, como brigas corporais e ofensas verbais. Vale ressaltar que, em outubro de 2019, em Belo Horizonte, um professor foi agredido por uma caixa de plástico arremessado por um aluno de 12 anos, pois, o servidor chamou a atenção do menor, que não gostou, tornando tal ato preocupante em relação a educação nacional.
Além disso, é muito comum que ocorra desentendimentos entre alunos, porquanto, muitos desses são vítimas de xingamentos, brigas e racismo, no qual o agressor não admite as diferenças que são presenciadas nos ambientes estudantis. Assim, muitos dessa minoria são acometidos de consequências mais sérias, como a depressão, a síndrome do pânico e até o suicídio, ocasionados pela mal interpretação dos fatos e a inaceitação social, atos esses que vão contra a ideia do filósofo John Locke, defensor da igualdade e da liberdade entre os indivíduos.
Portanto, torna-se necessário a intervenção estatal frente a essa anomia escolar. Destarte, o Ministério da Educação deve ampliar a carga horária do conteúdo de Sociologia nas escolas, por meio de assuntos educacionais de caráter disciplinar, para que os alunos conscientizem-se com as diferenças impostas, na finalidade de erradicar o mau comportamento desses. Ademais, é responsabilidade do Governo Federal a contratação de guardas para atuar em colégios, por intermédio de coerção, se necessário, desses agressores, e garantir a segurança patrimonial e social de todos os envolvidos, assim, contribuindo para a educação e cidadania de tal geração.