O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 01/11/2019

A obra ‘’Utopia’’, do escritor Thomas More, retrata uma sociedade ideal, caracterizada pela ausência de conflitos. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que é perpetuado pelo autor, uma vez que o crescente número de casos de violência no ambiente escolar reflete em toda sociedade. Nesse contexto, diante de uma realidade instável e temerária que mescla conflitos de agressões físicas e psicológicas, analisar seriamente as raízes e frutos dessa problemática é medida que se faz imediata.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a violência escolar deriva da baixa atuação governamental no que concerne à criação de mecanismos que coíbam e penalizem de forma significativa tais ocorrências. Segundo o filósofo inglês Thomas Hobbes, o Estado é responsável pelo bem-estar da população. Entretanto, isso não ocorre no Brasil. Dessa forma, não há no ambiente escolar a presença de psicólogos que atuariam na prevenção e gerenciamento de crises violentas, tampouco a aplicação de admoestação contundentes e didáticas, com finalidade educativa e não como incitamento de um círculo vicioso.

Ademais, é imperativo ressaltar que a ausência de meios para entestar a problemática gera consequências em todos os contextos sociais. De acordo com dados do levantamento anual da Fundação Casa, instituição responsável por abrigar menores infratores e violentos, cerca de 30% dos internos são reincidentes. Esse número expressivo revela que as medidas tomadas pelo Estado não são eficazes no combate aos delitos dentro de instituições exclusivamente com tal finalidade, tampouco em escolas e ambientes educativos.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a violência no ambiente escolar, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação e do Ministério do Desenvolvimento Social, será revertido em contratações de profissionais com formação apropriada para coordenar ações de prevenção de conflitos utilizando-se de materiais educativos, rodas de conversas e palestras para alunos. Além disso, é necessário fortalecer a formação dos docentes já atuantes por meio de cursos integrados. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da problemática escolar e a coletividade alcançará a Utopia de More.