O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 02/11/2019
O Art. 205 da Constituição Federal de 1988 relata que a educação é um direito de todos e que visa preparar para o execício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Entretanto, o ambiente escolar vem se tornando um universo de agressões e maus comportamentos entre os estudantes. Atitudes do poder público voltadas para esse fim, bem como o espaço social onde a escola está inserida, constituem-se como as principais causas dessa problemática.
Deve-se pontuar, de início, que atitudes do poder público em torno dessa problemática é uma das principais causas de agressões e maus comportamentos nas escolas. A última edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicada em setembro, traz um panorama da percepção da violência escolar pelo Brasil, no Paraná, por exemplo, dos 4.576 diretores de escolas que responderam a pesquisa, 3.337 disseram já ter visto agressão verbal ou física entre alunos e 2.474 informaram que presenciaram agressão de alunos a professores e funcionários. Dessa forma, a falta de segurança e ações por parte dos entes públicos acarretam no aumento dessas violências.
Outro ponto relevante, nessa temática, é o espaço social onde a escola está inserida, que constitui, também, uma da principais causas dessa problemática. O artigo intitulado ‘Violência escolar: uma reflexão sobre suas causas e o papel do Estado’ de Martins e Torres, divulgado no site Jus, relata que o ambiente onde as escolas estão inseridas, muitas vezes tornam os alunos vulneráveis tanto a sofrerem violências, como reproduzi-la dentro do ambiente escolar, pois o entorno das escolas acabam sendo lugares de insegurança, carecendo se segurança pública e policiamento. Dessa forma, toda essa fragilidade torna o educandário mais passível da influência da violência externa.
Diante dos fatos supracitados, é necessário que o ente público em parceria com o Ministério da Educação (MEC), introduzam políticas e diretrizes educacionais, através de recursos financeiros e projetos para que, assim, funcionários, professores e alunos tenham um convívio pacífico e harmônico. Além disso, é fundamental que os órgãos governamentais volte a atenção para os entornos de escolas que se encontram às margens da vulnerabilidade, disponibilizando recursos para a fiscalização e policiamento nestas áreas, objetivando uma maior segurança e preservação na qualidade acadêmica. Logo, é possível que a escola exerça seu papel para o exercício da cidadania e para o mundo do trabalho, assim escrito na Constituição.