O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 08/11/2019
O filósofo Pierre Levy, na obra “Consciência Coletiva”, descreve um mundo onde a informação se dá de muitos para muitos. Porém, no que se refere ao acesso ao cinema no Brasil, verifica-se desafios que precisam ser superados. Seja por limitar muitas vozes, seja por uma questão de localização.
É indubitável que o acesso restrito ao cinema limita a democracia. Isso porque as nova tecnologias - o cinema, em particular - são verdadeiras arenas de opiniões, visões de mundo, apoios e contrariedades sobre os mais variados temas. Dessa forma, e, diferente das Ágoras da Grécia Antiga - que fundamentaram as bases da democracia - é possível imaginar o impacto negativo na liberdade de escolha, pensamento e construção de novas perspectivas, do acesso restrito a essa “Ágora Virtual” - o cinema - onde não há limites geográficos.
Outrossim, deve-se considerar, também, o fator localização. De fato, conforme o jornal “O Globo”, mais de 80% das salas de cinemas no Brasil localizam-se em cidades com mais de 200 mil habitantes. Por conseguinte, agrava-se o problema do acesso restrito a novas visões de mundo, haja vista que as “telinhas” que disseminam conhecimento e informação estão concentradas em áreas privilegiadas de renda elevada.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de apontar soluções para resolver a problemática. Assim, é dever do Ministério da Educação, em parceria com o Ministério de Ciência e Tecnologia, por meio da alteração da BNCC (Base Nacional Comum Curricular), incluir nas disciplinas do Ensino Médio atividades lúdicas como a construção de cinemas caseiros a fim de incentivar nos formandos o interesse por esse universo. Ademais, as prefeituras podem construir cinemas gratuitos em praças públicas. Isso pode ser feito em parceria com canais de televisão que queiram aumentar seus expectadores. Assim, talvez essa “Ágora Virtual” construa um Brasil mais justo e democrático.