O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 09/11/2019
A distopia escolar contemporânea
“Eduquem as crianças, para que não seja necessário punir os homens.”, dizia Pitágoras, filósofo e matemático grego. Entretanto observa-se nos últimos anos que a educação escolar tem encontrado uma série de barreiras como o comportamento agressivo e violentos de alguns alunos, dificultando o desenvolvimento do ensino. Entre os fatores que agravam o assunto estão: a negligência escolar e o crescente aumento do bullyng, atingindo aproximadamente 79% dos jovens no Brasil.
Em 2015 o Congresso Nacional aprovou a lei 13.185, que combate os casos de bullyng nas escolas, porém, o número vem aumentando com os anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Concomitantemente, estes praticantes são os mesmos que apresentam mau comportamento em 85% das vezes, demonstrando a mutualidade entre ambas.Tais fatores tem uma relação com o ambiente escolar, social e familiar, tornando imprescindível, que hajam interações e estratégias pedagógicas entre todos, para que os fatos tenham um déficit no número de acontecimentos.
Outrossim, Paulo Freire fala sobre a “cultura da paz”, implicando no esforço de modificar o pensamento e ações das pessoas por meio da educação,assim sendo, a instituição escolar tem papel fundamental na solução e diminuição de tais fatos. Observam-se muitos eventos em que a escola omite-se ou tenta ocultar casos violentos dos discentes, culpando os professores por não possuírem metodologias e controle da turma, sendo que, era a gestão administrativa quem deveria melhorar esses aspectos, o que resulta em um maior desequilíbrio educandário.
Em síntese, tal aspecto necessita ser visto com maior atenção pelas autoridades nacionais. O Ministério da Educação e o Conselho Nacional de Direitos Humanos devem aumentar as fiscalizações sobre as diretorias escolares, que são os responsáveis pelo cumprimento das diretrizes e metas. Ademais, realizar campanhas publicitárias por intermédio das mídias sociais, além da contratação de psicólogos e assistentes sociais, que deem apoio aos alunos, levando a discussão até as famílias, com palestras e ações sociais, demonstrando a importância do esclarecimento do assunto, tornando assim, cada vez menor o número de relatos de casos e a promoção da educação nas escolas.