O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 20/11/2019
Uma tragédia assolou uma escola em Suzano, interior de São Paulo, deixando 10 mortos, no início de 2019. Diante desse e de outros casos de ataques praticados por alunos, a discussão sobre a violência escolar tornou-se relevante na sociedade hodierna. Nesse contexto, verifica-se os principais responsáveis pelo fenômeno: a banalização da violência e a deficiência na supervisão dos jovens.
A priori, é válido ressaltar a influência negativa que os jogos eletrônicos exercem sobre os infantes. De acordo com psicólogos, os games atuais excessivamente violentos, GTA e Call of Duty, a título de exemplo, promovem a naturalização do comportamento agressivo e desencadeiam a violência por mimetização. Nesse sentido, a exposição desmedida dos jovens ao conteúdo banaliza a agressão, uma vez que, os mesmos são mais facilmente induzidos por ainda estarem em processo de maturação.
Além disso, outros fatores atuam como gatilhos da violência juvenil. Em muitos casos, os ataques às escolas são motivados pelo bullying, falhas no desempenho escolar, conflitos familiares, questões pessoais e até distúrbios psicológicos não diagnosticados. Entretanto, a maioria dos adolescentes enfrentam os impasses de forma silenciosa, o que dificulta a identificação e resolução desses problemas. Dessa forma, ratifica-se que o acompanhamento desse grupo por seus tutores e educadores é fundamental para prevenir o desenvolvimento de condutas violentas.
Diante do exposto, é fulcral que o Ministério da Educação adote medidas funcionais para combater a origem da violência escolar, tais como: disponibilizar psicólogos para atender alunos da rede pública e exigir o mesmo das redes particulares; realizar cursos de capacitação de professores para torná-los aptos a lidar com a questão; implementar campanhas de conscientização das famílias sobre a importância do monitoramento virtual dos menores. Sendo assim, estar-se-á garantindo a pacificidade nas escolas.