O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 19/11/2019

Em pesquisa recente do IBGE, em 2015, foi mensurado que 7,4% dos alunos sofrem algum tipo de zombaria/bullying e se sentem humilhados com isso, enquanto 19,8% já expuseram algum colega a uma situação vexatória. As situações de violências escolares não têm sido tratadas como tal por não reconhecerem tamanho impacto na vida das pessoas envolvidas, sendo assim, percebe-se como esse quadro têm se tornado mais comum, apesar das repercussões. É um cenário que têm construído raízes nada saudáveis, com consequências imediatas ou não, a certeza é da presença de “sequelas”.

Artigo 4 da lei nº: 8.069/1990 refere-se ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), criação que aponta que é dever da família, do Estado e da sociedade assegurar um bem-estar para o mesmo, e de acordo com o regulamento, ainda garante que toda criança ou adolescente devem ser protegidos de toda forma de negligência, discriminação, violência, crueldade e opressão. Contraditoriamente, é perceptível a presença de infrações dessa norma, justamente por serem tratadas de uma maneira simplória ou nada cautelosa. Ao ceder para o apelo de ser “apenas brincadeira de adolescentes”, consequentemente permite-se também de maneira sucinta, o bullying, agressões físicas, comentários homofóbicos, preconceituosos, xenofóbicos, entre outros.

A influência desses agressores no modo de viver dos agredidos, (seja fisicamente ou verbalmente) é algo totalmente exorbitante, e na maioria das vezes, um induzimento negativo. Isto é, essas causas podem geram traumas permanentes nesses indivíduos tratados, como medo de se comunicar com as pessoas ao redor, causando um isolamento social, depressão, aumento dos casos de ansiedades, crises e consequente abandono dos estudos, entre outros. É importante que eles saibam que estão lidando não só com a mazela de alguém, mas sim, uma vida ao todo. Como diz o professor americano Richard Dehann: “Os valores que as crianças absorvem agora, certamente fluirão mais tarde.”

Conclui-se portanto que, é necessário uma maior comunicação entre órgãos públicos sobre as atuais situações frequentes no meio escolar para que assim, tenham uma maior e melhor unificação e aperfeiçoamento do sistema nacional de segurança e proteção contra agressões em institutos de ensino. Torna-se obrigatório o apoio e envolvimento sobretudo, dos próprios educadores que trabalham e convivem com esses alunos, mostrando a importância de ter um bom relacionamento com o próximo, e como isso pode implicar diversos frutos positivos. Além disso, é indispensável o inserimento de psicólogos em todos os meios educacionais com acompanhamento para que assim, tenham uma melhor administração do progresso (ou regresso) da saúde mental de cada estudante. Terá mudança se todos abraçarem a causa pois como diz o filósofo Heráclito: “Nada é permanente, salvo a mudança”.