O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 19/11/2019

Em pesquisa recente do IBGE, foi estimado que 7,4% dos alunos sofrem algum tipo de bullying e se sentem humilhados com isso, enquanto quase 20% confessam já ter aderido à essa prática. Esses dados influenciam direta e negativamente no comportamento desses jovens. Não só problemas em âmbito doméstico, mas também falta de representatividade, são as causas mais frequentes desse problema.

O mau comportamento e a indisciplina são atitudes que merecem atenção, já que a “primeira escola” é a casa do aluno, ou seja, deve ser analisada a situação familiar na qual o jovem está inserido, pois ela pode acarretar uma série de consequências, até mesmo graves, como por exemplo: a reprodução de ações de violência física e verbal ocorridas em casa, que se tornam normal à criança. Muitas das vezes o estresse da idade, somado a desilusões, sobrecarregamento estudantil e emocional, discussões geram agressividades e irritações normais, mas que podem se transformar em problemas mais sérios caso não sejam tratados, e assim, serem levados a escola, causando enormes transtornos.

A falta de representatividade, principalmente social, também é um fator muito importante, já que a maioria dos alunos só “ganham destaque”, na maioria das vezes, quando ocorre alguma tragédia. Sentir-se mal representado, excluído e não inserido em um grupo, provocam danos mentais e comportamentais graves nos jovens, além disso os maus tratos que sofrem com bullying e agressões verbais e físicas provocam ainda mais revolta por parte das vítimas. Essa representatividade poderia ser melhor efetuada caso houvesse maiores políticas de inclusão social, de findamento da prática de humilhação e um melhor diálogo entre a tríade: escola, aluno e família.

Infere-se, portanto, que as atitudes comportamentais dos jovens estão ligadas principalmente à escassez de atenção e diálogo, em todos os lugares por eles frequentados. É necessário que sejam implantadas medidas de controle emocional desses alunos em suas próprias escolas, por meio de consultas com psicólogos especializados na área da criança e do adolescente fornecidas por empresas privatizadas sem quaisquer custos, além do auxílio de políticas de inclusão social feitas pelo Poder Público por meio do Ministério da Educação. Deve haver também o controle disciplinar nas escolas por meio do diálogo entre professores e alunos, e para melhor bem estar dos estudantes devem tornar-se  mais frequentes as reuniões entre pais e mestres, para que ponham em pauta suas dúvidas e solucionem os devidos problemas, a fim de que esses alunos tenham melhor qualidade de vida e sejam tratados com a dignidade que merecem.