O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 06/01/2020
Bullying. Racismo. Intolerância. Intimidação. Agressão. Furto. São algumas das formas de violência na escola. A novidade, não tão nova assim, é a agressão contra professores. É certo que nossa sociedade mudou. Com isso, os docentes, despreparados, não sabem como reagir frente a adversidade.
É visível a mudança de valores sociais em nossa sociedade nas últimas décadas. Pais mais preocupados em trabalhar e aproveitar a vida acabam procrastinando a educação de seus filhos, e delegam a função às escolas que também não conseguem, devido ao volume de alunos. Isso desestrutura as famílias, deixando as crianças sem parâmetros éticos, o que as torna mais violentas, vitimizando os professores.
Brigas e intrigas entre colegas escolares sempre existiram. O que mudou com a “evolução” social foi o alvo das agressões, os professores. É certo que esses profissionais não são preparados, em sua formação, para detectar e combater a violência, o que se torna um desafio. Não por menos já estão em implantação pelo governo federal através do MEC os modelos de escolas cívico-militares, que utilizarão militares da reserva das forças armadas e auxiliares como monitores escolares. Esse modelo de escola tem se destacado em comportamento dos discentes e nos resultados em exames do ENEM e vestibulares.
Com isso é inegável a crescente violência de alunos contra os professores, que por desconhecimento não têm mecanismos de identificação e combate à violência. Como forma de mudar esse cenário, Os governos (federal, estadual e municipal) deveriam propiciar cursos de formação inicial e continuada em direito, ciência da proteção e defesa pessoal, que poderiam se ministrados por profissionais de academias policiais, já existentes, em períodos que os docentes não estivessem trabalhando e aos finais de semana. Assim aumentaria a autoconfiança, a sensação de segurança e oportunizariam aos profissionais da educação condições de reagir quando confrontados.