O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 12/01/2020

O livro “quarto de despejo” de Carolina Maria de Jesus, retrata o cotidiano de uma das maiores comunidades de São Paulo. A cidade reconhecida por ser um centro econômico e social é também palco para inúmeros atos violentos, principalmente por jovens como mostrado no episódio em que adolescentes assaltam o empório do bairro. Fora da autobiografia, cenas como essa são vistas periodicamente em escolas, locais que deveriam ser seguros para a formação intelectual de novos cidadãos, devido à falta de controle de pais e ao preconceito do tratamento psicológico enraizado na história.

Em primeiro lugar, é importante salientar a incapacidade de responsáveis de conter os acessos agressivos de crianças e adolescentes. Essa questão deve-se à diversos exemplos violentos vistos em televisões, redes sociais e até no ambiente familiar que o jovem pode assimilar como modelo comportamental, visto que seu caráter e hábitos estão em construção, e consequentemente, apresentá-lo em lugares frequentados em seu cotidiano, bem como a escola. Segundo Talcott Parsons, sociólogo estadunidense, “a família é uma máquina que produz personalidades humanas”, logo, é inegável a responsabilidade de pais na formação de indivíduos violentos.

Ademais, aqueles que apresentam transtornos psicológicos precisam de tratamentos médicos. Entretanto, o ato de responsáveis e membros das escolas em ignorar a importância da saúde mental juvenil e desmerecer a intervenção clínica causado por um preconceito enraizado na cultura brasileira corroboram para um aumento de ataques violentos. Assim, jovens com transtornos vêem-se desamparados e  propícios à tomarem medidas extremas.

Portanto, medidas são necessárias para combater esta problemática. Cabe ao MEC (Ministério da Educação), a realização de palestras educativas em escolas públicas e privadas com a presença de psicólogos e psiquiatras e a participação de pais, alunos e comunidade a fim de desmistificar o cuidado mental. Além disso, é importante a realização de consultas médicas individuais para avaliar o estado psicológico de alunos e identificar um possível transtorno para evitar ataques em salas de aula. Somente assim, espera-se que todas as regiões brasileiras apresentem um declínio de atos violentos nas escolas.