O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 11/01/2020
O massacre de columbine, episódio protagonizado por alunos de uma escola dos Estados Unidos, aterrorizou toda a sua população. Este evento colocou em pauta a violência presente nas dependências de escolas, fruto principal do ambiente hostil e desafiador delas. No Brasil, casos inspirados deste terrorismo ocorreram recentemente, denotando o fato de que a violência escolar é um problema enfrentando pela sociedade brasileira e que não deve ser ignorado
A complexidade dos conteúdos ministrados em sala de aula, aliada à baixa contextualização deste à realidade, tem ampliado o desinteresse pelo ensino. Isto ocorre pois a tecnicidade da matéria dificulta a sua assimilação por parte do aluno, o que leva à péssimos resultados, que por sua vez geram o sentimento de frustração. Este, impacta negativamente o sentimento de pertencimento do jovem àquele espaço, levando-o à evasão escolar ou, à prática de violência física e verbal para com seus colegas de classe. É indubitável, portanto, que medidas que visem aos estímulo contínuo de aprendizado devem ser aplicadas.
A manutenção de comportamentos agressivos em instituições de aprendizado em concomitância com apoio psicológico deficitário, promove o surgimento de novos agressores e o agravamento da situação de vítimas. Este fato ocorre por consequência da carência de políticas de combate ao bullying, o que torna o âmbito escolar propício ao acontecimento de cenas de humilhações para com os estudantes indefesos. Ademais, a falta de psicólogos para apoiar os alunos contribui para a externação violenta de mágoas provenientes de variados ambientes de convívio.
Diante disso, depreende-se a necessidade de reformular a dinâmica de ambientes didáticos, o que deverá ser realizado através de diferentes medidas. Ao Ministério da Educação cabe a readequação da grade de ensino regular, baseada na ampliação da contextualização do conteúdo ao cotidiano como ferramenta didática, o que despertará interesse e por consequência maior engajamento discente. Às secretarias de educação estaduais e municipais compete a inserção de psicólogos nas escolas, que terão a função de dar apoio aos alunos e por meio disto prevenir episódios de agressão entre eles. Dessa maneira, as escolas serão ambientes de experiências agradáveis e promoverão o bem-estar social, fatores imprescindíveis ao futuro da educação brasileira.