O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 20/01/2020
A facilidade crescente de disseminar informações tem contribuído para a execução de ações afirmativas em diversos aspectos sociais. Entretanto, algumas nuances de uma sociedade arcaica ainda parecem ser capazes de resistir às evoluções nas relações interpessoais. A violência nas escolas por parte dos alunos é um exemplo disso.
A crescente banalização da violência nos colégios é um reflexo da normalização desta na sociedade como um todo, e os jovens que a replicam, na maioria das vezes, convivem com ela diariamente: nas ruas, no noticiário e em âmbito doméstico. Reitera-se, entretanto, que o uso da violência como meio também advém da herança de uma sociedade em que a força foi instrumentalizada durante séculos como forma de asseverar dominância e realizar anseios próprios às custas do sofrimento de outrem.
Os conflitos em âmbito escolar podem se dar horizontal ou verticalmente. Os verticais são aqueles em que o sujeito passivo é o professor e o sujeito ativo é o aluno, que enxerga na violência uma forma de contornar sistemas de avaliações escolares ou conseguir benefícios dentro do colégio. Os horizontais, por seu turno, possuem um aluno como coator e outro como coato, sendo normalmente denominados como ‘‘bullying’’. Este, por sua vez, tem como fundamento diversas razões de ordem tipicamente subjetivas, em que um aluno ataca o outro física ou verbalmente para diminuí-lo perante os outros.
Pode-se concluir, portanto, que uma solução para o crescente aumento da agressividades dos alunos em âmbito escolar deve ocorrer por meio de ações que mudem a sociedade como um todo, e não apenas os colégios. Faz necessário, então, que o Governo implemente uma matéria nas escolas de ensino fundamental que vise conscientizar as crianças dos valores dos profissionais da educação bem como da importância de uma sociedade plural, livre e pacífica. Deve-se implementar, também, canais de denúncia para alunos que sofram bullying ou professores que se sintam ameaçados em seu local de trabalho.