O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 24/01/2020

O filme “I’m Not Ashamed: The Rachel Joy Scott Columbine Story” retrata a história de uma menina vítima de um dos massacres mais marcantes da história dos Estados Unidos: o massacre na escola de Columbine. O filme conta um pouco sobre a violência na criação do plano para o fatídico dia do assassinato de vários estudantes e um professor, além de contar a história de Rachel, a primeira vítima dos atiradores. O roteiro foi inspirado em fatos reais, em um triste acontecimento, porém não foi o primeiro e nem o último. Sendo assim, é de suma importância discutir o mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar.

Em primeira instância é importante lembrar que a violência nas escolas não se restringe somente à atos como assassinatos e outros tipos de violência física, mas também à violência simbólica, devido ao gênero, religião ou cor. A violência simbólica é um ato contra a integridade e o psicológico do indivíduo. De acordo com o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2015, 17,5% dos adolescentes de 15 anos entrevistados relataram sofrer algum tipo de bullying. Atos de violência como o supracitados podem resultar em suicídio e depressão.

Em segunda instância é necessário retomar a discussão em relação à violência sofrida por professores nas escolas brasileiras. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 12,5% dos educadores entrevistados já sofreram algum tipo de violência nas escolas. Essa violência sofrida por profissionais dedicados ao ensino vai de agressões físicas até torturas psicológicas, causadas por estudantes que desejam tirar notas boas ou simplesmente por terem sido repreendidos pela autoridade dentro de sala.

Sendo assim, desejando evitar catástrofes como o supracitado no filme sobre o massacre de Columbine, é necessário que o Estado tome providências para diminuir as chances de tais acontecimentos. Isso através de projetos que mostrem como a violência pode culminar em atos trágicos, campanhas que visam divulgar as ideias de tolerância e respeito, além de incentivar e ensinar ao alunos que os professores devem ser respeitados e que são a autoridade máxima dentro de sala. Os alunos em áreas de alto índice de violência devem ser ensinados de forma lúdica e divertida que o respeito, o amor ao próximo e a igualdade são formas preciosas de viver em sociedade. Além disso, o Estado deve punir de forma adequada os alunos que cometerem atos de violência simbólica ou física contra seus colegas ou professores. Isso tudo com o objetivo de reduzir os números de violência nas escolas, melhorar a qualidade de vida de professores e alunos, evitar casos de extrema gravidade como assassinatos ou suicídios e, melhorar a qualidade de ensino no Brasil.