O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 02/02/2020
O filme norte-americano “Klass” relata a história do adolescente Joosep, o qual suporta uma rotina de insultos inserida no seu ambiente acadêmico. Nesse sentido, a narrativa destaca os momentos conturbados que o garoto vive e expõe as práticas dos estudantes rebeldes, tais como: a execução de opressões e ameaças. Fora da ficção, esse cenário de agressividade nas escolas também está presente no cotidiano brasileiro e tornou-se um sério problema, visto que – seja pela ineficiência familiar e escolar no combate a atitudes impróprias – afeta o desenvolvimento social dos jovens e prejudica a harmonia no meio estudantil.
A princípio, cabe analisar o papel ineficiente de parte dos familiares sob a visão da filósofa alemã Hannah Arendt. Segundo a autora, a sociedade sustenta práticas deploráveis simplesmente por não analisar a repercussão desses atos. Analogamente, na medida em que pais não promovem diálogos para prevenir maus comportamentos e entendem aspectos agressivos como uma fase normal na vida dos jovens, esses responsáveis acabam por omitir observações necessárias e impedem a construção de valores sociais. Por consequência, condutas desrespeitosas são refletidas nos espaços acadêmicos, o que prejudica o aprendizado de todos os estudantes.
Ademais, além do papel familiar, as escolas também corroboram na problemática e convém serem contestadas sob a perspectiva do sociólogo francês Émile Durkheim. Segundo o autor, o indivíduo só poderá agir na medida em que conhecer o contexto em que está inserido. Dessa forma, o atual âmbito estudantil dos jovens – o qual boa parte das instituições não oferecem atendimento psicológico para os alunos rebeldes ou elaboram métodos punitivos absurdos – permite que atos violentos sejam criados e, gradativamente, intensificados. Logo, observa-se uma ausência de apoio pedagógico nas escolas e a degradação de relações harmônicas entre os adolescentes.
Diante disso, torna-se evidente que medidas devem ser tomadas. Para isso, o Ministério da Educação, em parceria com agências publicitárias, deve promover campanhas acerca do mau comportamento escolar, de modo a divulgar vídeos nas redes sociais, com diálogos entre pais e filhos sobre relações coletivas, que possam difundir esse assunto no âmbito familiar. Dessa maneira, será possível construir valores de convívio social entre os jovens e diminuir atitudes impróprias no ambiente educacional. Além disso, o governo, por meio de verbas públicas, deve disponibilizar, gratuitamente, psicólogos nas escolas para analisar condutas agressivas e prestar o apoio necessário, a fim de retirar estudantes de aspectos violentos e impedir que os colégios apresentem situações conturbadas, assim como no filme “Klass”.