O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 06/02/2020

O Brasil, desde que pode-se lembrar, tem problemas na área de educação. Entre esses, destacam-se 2: o mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar. De certo, tais impasses são impulsionados pela falta de atenção dentro de casa e a impunidade.

Em primeiro plano, cabe destacar a seguinte frase de Sartre: a violência faz-se passar sempre por uma contra-violência, quer dizer, por uma resposta à violência alheia. Trazendo essa citação para a atualidade, a maioria das crianças age violentamente ou de forma agressiva porque é esse o exemplo que recebem dentro de casa. A exemplo disso, tem-se uma página no Facebook de nome “A sociedade cala, a escola fala”. Nela, pode-se ler diversos relatos de crianças que batiam e xingavam, pois vinham de uma família desestruturada e sem carinho. Com isso, conclui-se que as crianças dão aqui que recebem, e isso que precisa ser mudado.

Ademais, quando se trata de adolescentes, é pertinente mencionar que faltam consequências.  Assim, os professores se vêm coagidos. Só para ilustrar, na cidade do Lins, dois casos de agressão contra os educadores ocorreram em 2019, no mês de fevereiro. Isso foi noticiados pelo jornal G1, em que não é possível ver consequências sendo aplicadas aos alunos, já que são menores de idade. Dessa forma, os jovens se sentem livres para cometer essas infrações, pois sabem que não irão responder judicialmente, enquanto os professores passam a ter medo de repreender os alunos e serem correspondidos com violência.

Portanto, é imprescindível fazer mudanças no sistema educacional do país para proteger os professores e alunos. Para isso, o Conselho Tutelar precisa intervir ativamente nos casos de denúncia contra as famílias de alunos. Esse órgão, responsável pela proteção dos menores, deve retirar as crianças de situação de risco e encaminhá-las para um ambiente seguro, onde receberão apoio psicológico, a fim de garantir que elas cresçam saudáveis fisicamente e emocionalmente.  Além disso, o MEC (Ministério da Educação), pautado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, deve encaminhar os menores agressores para casas de acolhimento, onde devem passar um período em privação de liberdade, cumprindo atividades comunitárias e recebendo aconselhamento profissional. A partir dessas ações, melhoras eficientes devem ser notadas a curto prazo nas escolas e os jovens agressivos terão melhores perspectivas de vida.